Gotham 1×07 — Pinguin’s Umbrella

Não há nada mais perigoso do que um homem honesto”. MARONI, Don

Era isso que eu esperava de Gotham quando fiquei sabendo que a série finalmente sairia do papel. Obviamente quem viu o episódio vai concordar com isso e com o fato de que não dá para todo episódio ser assim, mas Pinguin’s Umbrella foi definitivamente o melhor de todos até agora. Foi ágil, bem escrito, bem dirigido, as atuações na série são sempre espetaculares. Podemos dizer que perfeição foi quase a palavra certa para descrever, no entanto, nada é perfeito. Sinceramente, não vou apontar os defeitos nessa crítica, porque do meu ponto de vista nada supera o que aconteceu nesse pequeno espaço de tempo que temos uma vez por semana.

Não tenho certeza se Gotham vai entrar para o hall das séries super premiadas, mas vai ser muito injusto se Robim Lord Taylor não ganhar muitos prêmios por seu Pinguim. Como já disse nas críticas anteriores, desde o primeiro episódio ele tem feito um trabalho fantástico e é de longe um dos melhores personagens em séries atualmente. Bandido de marca maior, ele é 100% mau, não há traços de bondade ou fraqueza de determinação no personagem que mataria, venderia ou prostituiria a própria mãe se precisasse e isso fosse garantir sua sobrevivência. Um crápula de carteirinha absolutamente dedicado à sua escalada ao topo do mundo do crime. Todos essas coisas horríveis são o que tornam Pinguim tão inestimável e difícil de ser interpretado. Robim, apesar da ironia no nome, é simplesmente o herói que os roteiristas precisavam para salvar um personagem que para o público geral, que não acompanha o universo Batman, foi tão pouco explorado.

Ok, depois dessa declaração de amor ao ator e ao personagem, vamos aos acontecimentos desse que foi — se a opinião de alguns diverge da minha com relação a expressão “melhor”, ninguém pode deixar de concordar que foi o mais agitado de todos os episódios até agora.

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Começamos exatamente de onde paramos no episódio anterior: Jim e Bullock sendo presos por Montoya e Allen. No entanto, Cabblepot aparece para salvar o dia, afinal, Gordon estava sendo acusado de tê-lo assassinado. A partir da descoberta de que Pinguim continuava vivo, uma série de eventos se desencadeou, pois Don Falconi, pressionado por Fish e Nikko, precisava agir, e Don Maroni precisava reagir, tudo isso em meio a “caça ao rato”, no casso caça ao Jim Gordon, precisava acontecer, ai o viciado em séries pensa, o Névoa de The Flash invadiu Gotham. Mas não, era só um dos capangas de Don Falconi designados para caçar Gordon “badass”, afinal todo ator precisa comer não é? Se deu uma folga aqui, vamos embora marcar presença ali e fica tudo certo, contas pagas, podemos dormir em paz.

Confesso que Victor Zsaz parece ser um personagem bem interessante para futuras aparições. Ele anda acompanhado de uma japa com apenas uma sobrancelha descolorida e uma negra em trajes de dominatrix. Sem julgamentos por aqui, só estou enfatizando o quando os personagens de Gotham são caricatos e desde o começo acho isso super importante para séries, pois é algo muito forte no universo Batman. Esse também é o momento em que Gordon brilha na tela encarnando o próprio homem morcego, não literalmente, mas ele se impõe como um personagem de ação. Sim, leva dois tiros só para provar o quanto é hardcore, mas então ele tem que ser resgatado por Montoya e Allen. Sim, no fim das contas todo mundo acaba pagando a língua e são eles os responsáveis pela sobrevivência de Jim nesse momento do episódio. Pontos para cena do Bem McKenzie de cueca e regata, no auge dos seus um metro e setenta e quatro de altura, mostrando seu lado indestrutível na telinha. Ok, prometo menos empolgação com relação a isso.

Palmas como sempre para a ira de Fish Mooney: a personagem que sempre aparece como uma grande cabeça, a verdadeira rainha desse grande jogo de xadrez, foi passada para trás em Pinguin’s Umbrella, pois a grande sacada desse episódio foi mostrar o quanto um delator consegue manipular um tabuleiro através do seu poder de persuasão e artimanhas bem elaboradas. Então, minha gente, Cabblepot mostrou que o nome do episódio não era apenas uma referência a seu tão icônico guarda-chuva (ao menos será icônico no futuro, um dia quem sabe em Gotham), mas sim a cobertura de seu “guarda0-chuva” no contexto de todo o esquema que envolveu todos os acontecimentos com ele desde o primeiro episódio, quando Gordon se nega a matá-lo na beira do rio. Vejam bem, quando Falconi pede para falar com o Pinguin no primeiro episódio, é o próprio delator que pede que Jim seja seu executor, ele oferece um acordo ao chefe da máfia e exatamente tudo o que aconteceu desse dia em diante faz parte de um grande esquema arquitetado por ele.

Sim, desde a promessa de voltar a Gotham, a desconfiança de Falconi sobre Fish, a morte do Russo nesse episódio, poupar a vida de James e de quebra de Bullock, que não posso deixar de dar crédito, pois ele recuperou seu antigo self e decidiu lutar ao lado do mocinho nesse episódio. Essa surpresa de Cabblepot aparecendo para falar com Falconi no final valeu por tudo que ele sofreu, merecidamente, até hoje , isso com o bônus de na cena anterior ter aparecido ao lado de Maroni, frente a frente com Mooney, para reforçar seu lugar ao sol, ou ao tempo nublado de Gotham, mas isso são detalhes.

Tudo de acordo com o planejado, confesso que achei difícil a resolução de um problema tão grande no decorrer do episódio. Sinceramente tinha cara de fim de temporada, mas tudo foi orquestrado perfeitamente pelos roteiristas e os personagens não deixaram a peteca cair. Nenhuma crítica de Gotham será curta se a série continuar assim, porque tem tanta coisa pra falar que fica difícil resumir. Espero que vocês estejam curtindo tanto quanto eu. Agora é só aguardar o que vem por aí.

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