Gotham 1×16 — The Blind Fortune Teller

Se ambos formos achados mortos em uma vala, não me culpe” — PENNYWORTH, Alfred.

Como explicar o mal que está dentro de cada um de nós? Que tipo de semente é colocada lá dentro e como ela passa a germinar?

Nas histórias do Batman, há uma preocupação em mostrar o momento de ruptura entre o aceitável e o maligno. Porém, em alguns personagens, tal origem nunca fez muita falta. Gotham tem se valido dessas ausências na vida dos vilões clássicos e acrescentado informações sobre o passado de cada um deles.

Pinguim, Mulher Gato, Espantalho, Duas Caras. Pouco a pouco, a série vai inserindo esses personagens e mostrando um pouquinho do que eles eram antes de se tornaram aquilo pelo qual se tornaram conhecidos. Neste episódio, foi a vez do Coringa e, sinceramente, foi um tanto quanto decepcionante.

Gotham 1x16

A verdade é que depois de Heath Ledger e de O cavaleiro das trevas, qualquer assunto relacionado ao Coringa precisa ser muito bem abordado. No entanto, a primeira aparição do personagem na série deixou muito a desejar.

O principal responsável por essa sensação foi o episódio em si. Muitas histórias disputando um espaço tão pequeno. Para e pensa: tínhamos a epopeia de Fish Mooney e os traficantes de órgãos, a cruzada de Bruce Wayne para recuperar a moral da empresa de sua família, o romance de Gordon e Leslie, a volta de Bárbara, o Pinguim e sua mãe como atrações da boate. Foram tantas coisas e o roteiro passou tão rapidamente por cada um dele, que ficou uma sensação de que o Coringa era só mais uma coisa dentro de tudo aquilo.

Resultado: a trama à lá Romeu e Julieta com artistas circenses não empolgou, o surgimento do vidente e as deduções de Gordon beiraram o irrealismo e a figura do Coringa passou praticamente batida. Claro que o trabalho do ator Cameron Monaghan foi impactante, mas o espectador precisava de mais.

Qual a real necessidade de todo o arco do Pinguim e da apresentação de sua mãe? O que isso acrescenta para a trama? O mesmo se dá com Fish Mooney e os traficantes de órgão. Apenas mostrar que ela é casca grossa? Mas isso já sabíamos e não precisava organizar um motim dentro daquela prisão para sacarmos isso. E a intenção é transformar o Gordon em um personagem cômico de alguma comédia romântica datada?

Uma pena o pouco espaço dado ao jovem Wayne. As coisas ali podem ficar muito interessantes se foram bem exploradas. Instiga a imaginar o que aquele conselho poderá fazer com o pobre menino.

No fim de tudo, ficou uma sensação de piada sem graça, mal contada. Torcendo para a série recuperar-se logo e parar de atirar para tantos lados em um único episódio. Quer falar de tanta coisa e acaba não falando bem de nenhuma.

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