Grey’s Anatomy: entre romance e sangue

Que toquem as sirenes, que rolem os choros de corredor, os sussurros de elevador! A série da semana aqui na coluna O Melhor e o Pior de… é Grey’s Anatomy, esse drama médico de pegação que é coisa linda de Deus!!!

Episódio-Bomba

No dia 06 de fevereiro de 2006, a ABC deu a Grey’s Anatomy um voto de confiança. Esse foi o dia em que os chefões da emissora dormiram com o maior sorriso no rosto (imagino o das esposas deles). No episódio It’s The End Of The World, exibido logo após o SuperBowl, Grey’s marcou 38,1 milhões de telespectadores.

A média do show hoje é de 16 milhões, um número muito bom. Imagina então 38,1 mi? É muito mais do que o dobro da boa média alcançada hoje em dia. E o mérito não é apenas do Super Bowl, que já garante audiência, afinal neste dia o seriado exibiu um de seus episódios mais tensos, que gerou uma espécie de tradição em toda temporada, o dos chamados “episódios-bomba”.

Toda temporada tem um e isso não quer dizer que uma bomba vai explodir, mas a tensão que tal bomba deixaria no ar é a mesma. O exemplo mais recente foi o massacre do season finale de 2010.

Coadjuvantes

Shonda Rhymes é ótima em renovar sua história. A cada temporada conhecemos novas pessoas e nos apaixonamos por elas. Duvida? Então você não reparou que grande parte do elenco foi renovada e quem acompanhamos no início já não tem mais tanto destaque ou, pelo menos, o mesmo do início?

Meredith e Derek já não são O casal da série. O cargo do romance paira nos ombros de Callie e Arizona. Izzie e George, a princesinha e o trapalhão, já estão de fora e abriram espaço para Avery e April — não que eles ocupem o mesmo papel, mas o carisma já está praticamente no mesmo nível. Teddy é a que mais cambaleia, tentando ocupar o espaço de cougar (uma vez muito bem preenchido por Kate Walsh), sem esquecer Little Grey, que a cada episódio parece se tornar a Grey que dá título à série.

Drama, Humor e Ação

Boa parte do sucesso de Grey’s Anatomy se deve a mescla do drama com a comédia, sem esquecer a ação. Uma das missões da Disney, como empresa, é gerar entretenimento para toda família. Bem, tirando as cenas de pegação mais forte (que ainda assim, são leves), a ABC consegue cumprir com este produto o que a toda-poderosa do Mickey procura.

Há romance, há correria, há suspense, há riso. As situações cômicas, sinalizadas por aquele barulhinho do elevador, caem sempre na hora certa. A tensão de um caso de vida ou morte geralmente emociona, o paralelo romântico da vida dos personagens com seus pacientes é a característica mais marcante da série, que muitas vezes, nos leva às lágrimas. Por isso, Shonda Rhymes pode ser indicada como uma das melhores novelistas da atualidade.

Saída de Kate Walsh

A temporada inicial teria originalmente 12 episódios, porém no oitavo, acontece a entrada de uma personagem intrigante, Dra Addison Montgomery. Tão intrigante que os empresários da ABC decidiram fazer do tal episódio, o season finale. A série de midseason retornaria mais tarde, com os quatro episódios que faltavam e muito drama envolvendo o triângulo Meredith-Derek-Addison.

O sucesso da personagem com o público era gigante. Em poucos casos, percebemos uma ‘vilã’ sendo recebida pelo público com simpatia o suficiente para, alguns meses depois, ganhar seu próprio seriado. Isto cofirma o quanto Shonda Rhymes é capaz de criar personagens humanos, não de todo bons ou ruim. Ruim mesmo foi ver a sensacional Kate Walsh deixar Grey’s em troca de um seriado que nem ao menos aproveita seu potencial.

Crossovers

E uma coisa leva a outra, tanto em Grey’s quanto neste post. Private Practice é a série spin-off de Grey’s Anatomy, afinal todo grande sucesso da TV americana acaba ganhando um. Ele é, teoricamente, protagonizado por Kate Walsh.

O programa apresenta bons índices e seu relacionamento com o público é interessante para emissora. É, atualmente, um dos programas de maior apelo para publicidade. O que se anuncia ali, vende. E muito! Então, a manutenção da audiência é interessante. Disso nascem os ‘brilhantes’ episódios crossover entre Grey’s e Private. Estou sendo irônico.

Geralmente, as tramas são fracas, sem emoção. Apenas um emaranhado de diálogos e situações bobas, enrolando os personagens de uma série com a outra por um período de um ou dois episódios. A única coisa boa é rever Addison causando em Seattle. Quando os episódios se passam na costa oeste, passo!

Repetições Românticas

Já são sete anos de seriado e, é claro, que em algum ponto a coisa se tornaria repetitiva. Meredith e Derek ganharam um definitivo descanso em seu romance. Ninguém aguentava mais tanto vai-e-vem. O mesmo acontece com a garota-enxaqueca, Dra Cristina. Izzie sofreu um romance de moribunda com um fantasma que todos amávamos… Mas, c’mon! Quem caiu naquela?

O pior é agora a gente rever Teddy caindo num romance com um potencial para se tornar Denny Duquette 2.0. Espero que Shonda Rhymes tenha uma carta na manga quanto a isso, afinal essa é uma das poucas coisas que tem sido irritante neste grande seriado. Um dos melhores da atualidade.

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