Grey’s Anatomy nos eixos

Sentei na cadeira que estou agora só para rasgar elogios à atual temporada de Grey’s Anatomy, aquela série médica que se passa em Seattle e tem um elenco de lindos, além de muito drama e pegação.

Quem acompanha meus textos, ou mesmo podcasts, sabe que o sexto ano da série não foi o meu favorito. Muitos reclamam do quarto ano, mas acredito que poderia dizer que fico na dúvida se o sexto não foi pior.

É claro que a série nos deu momentos e episódios inesquecíveis na temporada anterior a esta que vamos assistindo. A demissão inesperada de Izzie, o episódio de flashback mostrando mais sobre o caso do Chief com a mãe de Meredith em um caso emocionante, sem esquecer o season finale de fazer tremer e suar. Porém, a série passava por um periodo mais vazio, com a sensação de que alguns blocos precisavam ser preenchidos.

Já este sétimo ano resgatou muito do início da série. Momentos cômicos na casa de Meredith, novamente lotada de estudantes, além das broncas engraçadíssimas da Dra Bayle. Os casos médicos continuam fazendo paralelos entre a situação dos pacientes e a vida dos personagens que protagonizam a série, entretanto, neste ano eles parecem muito mais tocantes.

E quem um dia imaginou que a Dra Cristina teria medo de cirurgias? O trauma causado no final do sexto ano, ao operar D Shepperd com um revólver na cabeça, realmente mudou a personagem, que num impulso se casou e agora vive dramas mais adultos pelos quais ela merecia passar. A evolução se mostra de corpo e alma neste ano.

E finalmente Meredith e Derek passam por um período de paz. O casal que ‘movimentava’ a série com seus dramas e desencontros parecem ter se engajado na vida adulta. E quando você espera que o drama deles dê espaço ao dos novos personagens, Shonda faz uma pequena pulga atrás da sua orelha começar a coçar: será que Meredith desenvolverá Alzheimer, a doença de sua mãe?

Após quatro episódios de plena excelência, Shonda Rhimes finalmente promove seus heróis a cirurgiões, e todos esperávamos por isso. Uma pena que boa parte dos residentes que conhecemos no início da série não estão mas ali para que a gente possa acompanhar esse momento. Mas ver Meredith assumir o controle em uma cirurgia de risco dá uma compensação, de certa forma.

O sensacional é que sempre imaginávamos, ou esperávamos, Dra Cristina sendo a rock star do operatório, mas bem nesta época, é ela que não quer se envolver. E a gente entende, tem base pra isso e faz total sentido. Mas bom mesmo é vê-la melhorando e tomando gosto por algo que é uma paixão da personagem. E é essa a situação que me deixa mais feliz com Grey’s Anatomy.

Traçando um paralelo pessoal, ver Young retomando o gosto pela medicina me lembra o quanto ver Grey’s Anatomy voltou a ser legal e empolgante. Ela tinha tanto medo de se envolver com a medicina quanto eu tinha desta temporada. O final da anterior foi mega bomba, como proceder?

Shonda mostrou que manja e a cada episódio o sétimo ano se supera. Espero que a cada episódio, ela fique melhor.

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