Harper Island

O público do Box pediu e chegou a hora de falar mais sobre Harper’s Island, que até hoje causa polêmica por aqui. Está achando que esse é um post para criticar? Pois se enganou. Esse texto é um elogio à série que, apostando em suspense e assassinatos brutais, cativou uma audiência fiel que ainda clama por uma 2ª temporada.

Minha motivação em ver a série foi mesmo o hype. Todo mundo comentava e elogiava, logo, eu não poderia ficar de fora, mesmo tendo o pé atrás com produções do gênero. Gostei logo de cara e apenas uma palavra pode resumir minha opinião: sensacional!

Harper’s Island só pode ser descrita assim. É uma ótima série no quesito terror/suspense que não decepciona o público quando se trata de clichê. E não estou citando isso como uma coisa negativa. Os clichês, nesse caso, são excelentes. Quem é que não gosta de ver mais uma vez os elementos clássicos de filmes de terror? Só posso dizer que adorei e recomendo a todos vocês. Vejam e se divirtam muito com cada uma das mortes, as onomatopéias geniais, caras, bocas e o roteiro macabro.

Confesso que apenas uma coisa me incomodava realmente: a falta de sangue. Tinha a impressão de que pessoas perdendo cabeças, com corpos retalhados e sendo atravessadas por objetos cortantes resultariam em verdadeiros rios de plasma correndo, mas a quantidade de sangue era sempre módica demais.

Detalhes à parte, vamos falar um pouco da premissa da série, que, como todos sabem, começa sete anos antes, quando houve uma série de assassinatos na tal ilha Harper. Desde então, Abby (Elaine Cassidy) nunca mais teve coragem de voltar à antiga casa, especialmente por que sua mãe foi uma das vítimas e ela teve o ‘privilégio’ de encontrar o cadáver pendurado numa árvore.

Agora, ela tem um motivo para visitar a ilha, com o casamento de seu melhor amigo, Henry (Christopher Gorham). Esse, era o menino pobre que vai se casar com a filha de um figurão, que não está nada satisfeito com a união. Além do mais, os sentimentos da noiva não parecem bem definidos e um homem de seu passado aparece na festa de pré-casamento para bagunçar o coreto.

Mas, os assassinatos são o tema e logo de cara, o primo Ben já vai pro saco. Ele não aparece no barco que levará todos até a ilha por que está amarrado às hélices, embaixo d’água. Não pensem que Ben está morto. Ainda não. O requinte de crueldade está justamente em deixá-lo respirando até ter a cabeça decepada ao ligar dos motores. A viagem começa e não tem mais volta. Muita gente vai morrer e nesse seleto grupo de convidados, está o assassino misterioso.

Suspeitos são todos. Alguns são tão óbvios que nos fazem eliminá-los rápido. O irmão de Henry, JD (Dean Chekvala) é um deles. Aquelas tatuagens de caveira não enganam ninguém e ele é um desses tipinhos estranhos, plantados pra deixar o público desconfiado.

A experiência diz que os mais quietinhos que são suspeitos. E como um dos amigos de Henry é o psico-Derek de One Tree Hill, fiquei pensando. Christopher (Matt Barr) se tornou meu suspeito só pela participação como psicopata em outra série. Com tanta gente com rabo preso, no entanto, é difícil fazer uma aposta segura. O tio de Henry, que aparece armado, todo bonachão, (e eu achei que ia durar) acabou cortado ao meio, logo no início da série.

Tem ainda a Madison (Cassandra Sawtell) uma criancinha bizarra e metida a Dakota Fanning, que queima caracóis com sol e lupa e fica falando que um amigo contou pra ela sobre os assassinatos. CREEPY!

Um dos meus detalhes favoritos está no nome dos episódios, que nada mais são do que onomatopéias que imitam o som da morte que estamos por ver. O barulho das ferramentas mortais é exatamente igual. Coisa maravilhosa. Já nos deixa pensando antes como vai acontecer mas sempre surpreende.

No quesito notícias, nada mudou. Não há indício algum de que a CBS vá produzir uma continuação para a série de 13 episódios que, no Brasil, ganhou ainda mais admiradores depois da exibição pelo SBT. Potencial para mais a série tem. Para mim, Madison seria a próxima assassina da Ilha Harper. Viveu todos esses horrores, perdeu a família quase toda e tem o hábito sadio de queimar besouros sob a lente de lupas. Se isso não é potencial psicopata, sinceramente, eu não sei o que é. Fica a dica para os roteiristas.

Por enquanto, os fãs precisam se contentar com as reprises mesmo.Quem ainda não viu Harper’s Island e adora o gênero terror com sabor de pipoca, pode ir em frente, a aposta é certa. Quem assistir e não gostar, é melhor guardar a opinião para si ou pode entrar na lista negra do assassino que, como sabemos, vai eliminar ONE BY ONE!

Este Guest Post é de autoria de Camis Barbieri, que escreve reviews para o Séries em Série e Seriadores Anônimos.

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