Homeland 2×03 — State of Independence

State of Independence mostrou o fundo do poço para os dois protagonistas de Homeland. Carrie atinge um nível tão extremo em sua depressão que considera o suicídio. E Brody chega ao ponto onde matar uma pessoa se torna a coisa mais simples do mundo.

Quase que um capítulo a parte da vida deles, onde um ressurgimento muito esperado por todos — e uma respiração mais aliviada nossa — conclui esse episódio de uma série que, mesmo que eu queira evitar repetições e cair em lugar-comum, eu não consigo descrever de outra maneira: é coisa de gênio.

Homeland acaba de chegar a uma fase nova. Eu adoraria que Carrie se lembrasse da noite com Brody onde ele acordou chamando por Issa, e isso resultasse na descoberta de que ele é comparsa de Nazir. Mas a revelação chegou por outros meios, igualmente criativos e que fortaleceu ainda mais a instauração de Carrie e seu relacionamento — cada vez mais emocionante — com Saul.

A conclusão é a seguinte: Nazir está por baixo. Seus comparsas estão expostos após Carrie ter roubado várias peças de informação em Beirute. A agência ainda não sabe oficialmente que Brody é um deles, e acredito que isso possa ser mantido assim por alguns episódios. Trama é trama.

Até o alfaiate de Gettysburg, quem montou o colete usado por Brody, se tornou um procurado da CIA. A nova missão de Brody é escoltá-lo até um lugar seguro. O homem tenta fugir e se machuca. Jessica liga procurando por Brody. O alfaiate atrapalha a ligação. Brody quebra o pescoço dele. Objetivo. Simples assim. Sem desespero, quase sem remorso.

E ainda volta para casa e encontra uma Jessica finalmente mais madura e ativa, que acabou de arrasar em um discurso que fez no lugar do marido ausente e distribuindo deadlines por aí. A fase nova da série já começa nesse arco: uma inversão de papéis na casa da família Brody, onde a esposa sai por cima. E o congressista começa a cair em um túnel que pode levar a um estado de vilania e uma revolta com consequências desastrosas. Não se contraria alguém do porte dele.

Carrie recebe mais uma prova do desrespeito de Estes (eu realmente não gosto desse cara) ao não poder participar do briefing de uma missão que só aconteceu graças a ela. O desenvolvimento psicológico de Carrie bate no muro quando ela toma uma quantidade enorme de remédios com álcool e deita para esperar a morte inevitável.

E uma grande sacada de roteiro toma lugar: ela poderia receber qualquer notificação da descoberta da gravação e vomitar os remédios. Mas a ordem foi invertida; Carrie se conscientizou, decidiu não desistir, expeliu os remédios e se acalmou. E finalmente Saul, tranquilo, sorridente, com aquela calmaria e paz que só ele sabe proporcionar nessa série, chega dando as boas notícias de que Carrie sempre esteve certa.

E o episódio acaba com um alívio, enquanto a agente assiste à gravação e chora de felicidade. Paz interior restaurada? Só sei que eu tremia enquanto Claire Danes transparecia uma miscelânea de emoções, um conforto sincero, um ressurgimento de sua confiança. Carrie voltou, meus amigos. Corre, Brody!

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