Homeland 2×05 — Q&A

Já é uma aposta segura dizer que Claire Danes tem um Emmy garantido no ano que vem. Enquanto na primeira temporada vimos uma exímia atuação de loucura, uma performance frenética que literalmente fazia a personagem correr para todos os lados e as lágrimas eram de pura neurose, no segundo ano de Homeland vemos a dor de Carrie. Livrar-se aos poucos de suas condições mentais traz a tona um lado vulnerável, quase infantil ao tratar-se de questões como o amor, por exemplo, e os sentimentos têm falado mais alto.

Sem contar que, agora, o pódio de personagem mais louco vai para Peter Quinn. Até então ele era o agente seco e ácido, que se irritava quando a situação pedia. Mas enfiar um garfo na mão de Brody durante o interrogatório foi a última palavra em descontrole. Quinn pode ser perigoso. O rapaz oficialmente me assusta.

Com arcos de histórias sendo introduzidos apressadamente — coisa que todos esperavam muito tempo para acontecer — já era de se esperar que a captura de Brody não fosse culminar em prisão e sentença de morte. Pelo menos, não agora. Carrie mais uma vez conseguiu o que ninguém mais na CIA conseguiria; ela conhece a cabeça de Brody como a dela mesma, o que permite que ela entre e saia facilmente de lá. Só ela sabe como colocá-lo contra a parede e não só fazer com que ele exponha a verdade, mas também expor a ele verdades que ele próprio ignora e prefere justificar como uma vingança por alguém importante que não está mais aqui.

Quando a rotina da família Brody poderia finalmente voltar ao normal, já que Brody, agora um agente duplo da CIA, pôde parar de mentir (ou semi parar) para Jessica, Dana cai na maior enrascada possível. É interessante ver o quanto um adolescente, sendo filho do vice-presidente ou não, continua sendo um adolescente. Um bom e tradicional romance teen entre Dana e Finn seria bom para quebrar o drama intenso do resto da série. Mas o que é Homeland sem tensão e tramoias e mais um pouco de tensão?

Carrie e Brody definitivamente tem um relacionamento onde o desenvolvimento eu arrisco dizer que jamais foi visto antes em televisão. Não é o relacionamento de tensão sexual, nem o de amor, nem o de gato e rato. É uma coisa maior, onde todas (TODAS!) as circunstâncias apontam contra, e ainda assim a agente tem a audácia de afirmar que, se dependesse dela, Brody largava a família e ficava com ela. Trabalharem juntos em um ambiente proibitivo, falando de assuntos top secret e com alta proximidade é arriscado, principalmente tratando-se de duas mentes frágeis. Temos a maravilhosa cena do interrogatório como prova.

PS: Só eu tenho impressão de que o Saul adora quando a Carrie toma frente e realiza coisas que nem Quinn, nem Estes, conseguiriam?

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