Homeland 2×10 — Broken Hearts

Esse talvez foi o episódio decisivo de Homeland. A força que moveu tudo na série até agora chegou ao seu clímax com Broken Hearts. Infelizmente, foi entregue com tanta inconsistência, marmeladas e diálogos clichê que, pela primeira vez, um episódio de Homeland não foi bom.

Nada no plot principal foi realista, tudo foi forçado, a coerência passou longe. Até a atuação do Damian Lewis, que eu já vinha reparando que estava inferior à da primeira temporada, foi bem fraca. Claire Danes como sempre matou a pau, mas já não dá mais para continuar torcendo pela Carrie. Alguém com aquele nível de irresponsabilidade, que não sabe cumprir uma única ordem superior, não merece ser agente da principal central de inteligência dos Estados Unidos.

Claro que nada nunca se mantém perfeito, e toda série tem o direito de ter um episódio assim. O único ponto extremamente negativo foi a hora que isso chegou para Homeland, em um momento que deveria ser apresentado com, no mínimo, maestria de roteiro. Quer dizer que a sala onde o vice-presidente-quase-presidente mantém suas coisas pessoais, incluindo algo que literalmente controla seu órgão mais vital, é mantida destrancada, sem vigilância, sem uma única câmera? Tudo bem que para chegar ali, só sendo de extrema confiança, mas em repartições governamentais americanas, principalmente uma tão massiva quanto aquela, há passes, há níveis de autorização para tudo. E é claro que Walden entrou na sala no exato instante em que Brody limpou tudo.

O coitado do Saul, único personagem que faz tudo certo, agora vai ser deixado para trás por ter descoberto coisa que não devia. Não existe ninguém mais mau-caráter que o Estes. Existia até esse último episódio, mas Brody já deu um jeito nisso. Saul merece muito mais que isso, muito mais que ficar no meio de pessoas que não o apreciam da maneira que deviam. Puxo o saco mesmo do personagem, sempre foi meu preferido da série.

A pior parte dos diálogos ficou quase inteiramente centrada na cena em que Finn vai visitar Dana. Pérolas envolvendo o “canto dos pássaros” e “Nós matamos o que nós dois tínhamos, assim como matamos aquela mulher…” rolaram soltas em um arco de histórias que ninguém já aguenta mais. Morgan Saylor é uma boa atriz e percebe-se que os roteiristas gostam muito de Dana, mas não precisa inseri-la forçosamente na série até o último instante. Mais dois episódios apenas para acabar a temporada, deixem-na quietinha um pouco.

Acho que sei exatamente o que esperar encontrar naquela sala escura. Espero que lá também a equipe de Homeland encontre o retorno, porque essa rua que entraram nessa semana foi furada. Mais dois episódios, vamos finalizar essa temporada da maneira que essa série excelente merece.

PS 1: Acho muito estranho a Jessica chamar o marido de “Brody”. Porque… é meio que o nome dela também.

PS 2: Por que o Chris é creditado como elenco principal, minha gente? Aparecer de vez em quando dando oi para o pai é, no máximo, um papel recurring.

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