Homeland 2×12 — The Choice [Season Finale]

Homeland começou a errar a partir do momento em que a CIA pegou Brody para trabalhar com eles. A incongruência começou aí e resultou em dois fracos episódios que levariam ao finale. Por sorte, retomaram rapidamente a forma e nossos queridos e geniais roteiristas, diretores e atores nos presentearam com um excelente episódio final, que preparou um terreno previsível para a próxima temporada, mas preparou-o de qualquer jeito. E isso é uma vitória, dada a circunstância de que a série poderia se perder completamente.

“Que estranho, mudaram meu carro de lugar…”, disse Nicholas Brody olhando surpreso para a janela, durante uma escapada que ele e Carrie deram do velório de Walden e instantes depois de finalmente decidirem construir alguma coisa juntos. Ao dizer isso, o arrepio foi geral. Não, vocês não vão ver esse casal feliz e unido. A história que começou há muitos anos com a morte do garotinho Issa não acabou aqui.

Tudo funcionou, e esse episódio, principalmente nos últimos 30 minutos, foi uma sucessão de cenas inteligentes, finalizadas com uma boa montagem e atuadas sombriamente. O casal disfuncional não funciona à base de uma atração movida pelo jogo de gato e rato. Brody e Carrie se amam, profundamente, e só isso vai mantê-los em pé agora que as intenções terroristas de Brody foram divulgadas publicamente. Não só isso, ser acusado de matar 200 pessoas com uma explosão no edifício da CIA também piorou a situação. Meu coração está oficialmente partido pelos dois.

Saul, doce e querido Saul, finalmente vencendo na vida, conseguindo o cargo definitivo — agora que Estes finalmente morreu — e ganhando a esposa de volta. Jamais esperaria ver Mira novamente na série. Enquanto vidas são destruídas, famílias humilhadas, inocentes mortos e amores esfarelados, é bom ver um sinal de positividade em meio ao caos, uma pequena luz que reflete a esperança de que as coisas podem acabar bem.

Sempre fui contra Carrie e Brody como casal, e achava que a culpa da queda de qualidade da série era parte por isso. Mas agora eu os quero juntos, sim. Carrie pode ser “a pessoa mais esperta e mais burra” que conhecemos, como Saul pontuou genialmente, mas ela está disposta a sacrificar tudo agora para ficar com quem ama. A motivação agora é outra. Brody sem eira nem beira, com o mundo inteiro sabendo quem ele realmente é (ou foi) pode gerar bons momentos para o futuro da série. Como já foi dito, o terreno foi preparado.

Convencido de que a série precisava de uma terceira temporada, eu fui. Mas fortificou o desejo de que a terceira seja a última. Trabalhar em uma série de televisão é nutrir uma coisa que depende semanalmente de um status de qualidade que não pode vacilar. Homeland merece acabar em bom tom. No melhor dos tons, para falar a verdade. Os deslizes do segundo ano foram grandes, mas pelo menos resultaram em um finale explosivo, em todos os sentidos da palavra. Já pode entrar para a história como a série com o maior número de reviravoltas já feita. Controlemos a ansiedade, e até a próxima temporada!

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