Homeland 4×01 — The Drone Queen

Nesses 3 anos, Homeland provou ser mais do que um produto polêmico e engenhoso, mostrou-se também consistente. Temporadas que trabalharam de formas distintas. Eficientes, com seus tropeços específicos. Únicas. O que esperar daqui pra frente?

Carrie, me dá a droga de um minuto.” — QUINN, Peter.

Com a morte de Brody na última Season Finale, muitos fãs se mostraram inseguros em relação ao futuro da série. Homeland se manterá relevante sem Brody? Como irão lidar com essa perca tão marcante? Apenas seguirão em frente? Ou começarão do zero novamente, com um novo inimigo e uma nova ameaça?

O novo capítulo dessa história já começa com a protagonista em seu novo cargo: chefe de operações em Cabul. Um cargo arriscado que exige entrega total, ou seja, feito sob medida para Carrie Mathison. Sua doença mental foi mais do que explorada no último ano, o que me faz pensar que esse plot descansará por um tempo. Afinal, a personagem está num momento diferente agora, tem que tomar decisões cruciais a todo momento. Ou seja, não há espaço para desequilíbrio emocional.

É com base numa dessas decisões que o enredo da temporada começa a ganhar forma. Escrevi as críticas da 1ª temporada para o Box de Séries e na finale lembro de bater na tecla de que o Oriente Médio não foi tão explanado como imaginava que seria. Estou certo de que agora isso irá acontecer.

Suraj Sharma não é nenhum Damian Lewis — pecado até comparar — , mas o garoto dá conta do recado. O que foi aquela cena dele olhando diretamente para a câmera do drone? Me fez lembrar da famosa foto da garota afegã registrada pelas lentes do National Geographic.

E se é pra falar de cenas memoráveis, não dá pra não falar da do carro, alá The Walking Dead. Quando o Cheffe de Estação de Slamabad, Sandy (Corey Stoll), tem sua identidade divulgada na mídia, Carrie e Quinn tentam mantê-lo a salvo. Já sabemos como essa história termina.

A decisão de Carrie repercute — negativamente — principalmente com a divulgação do vídeo; afinal, ela fez a coisa certa ou, mais uma vez, Homeland está colocando uma personagem numa linha de transição? É aí que entra Saul. O personagem, que agora trabalha para o setor privado, aparece para fazer uma clara separação de valores, jogando na nossa cara a questão central do episódio e talvez da temporada.

Tudo parece ótimo, mas Homeland não é Homeland sem seus errinhos básicos. Um deles é a necessidade de incluir Mira na história junto com seu mimimi de sempre (seria ela a Dana dessa temporada?), outro — que até irritou — foi a nova postura de Quinn. Que história é essa de precisar de um minuto? Espero de verdade que os roteiristas não descaracterizem o personagem e ele continue sendo aquele soldado Badass que não hesita em atirar na própria companheira se essa for sua missão.

No geral, posso dizer que rumos foram pré-traçados e eles não deixaram a desejar. A atitude de Carrie no fim de The Drone Queen representa perfeitamente o recado deixado pela série nesses 50 minutos: é hora de limpar as feridas e seguir em frente.

Homeland tem qualidade suficiente para continuar sem uma peça fundamental em seu jogo. Seria o caso de usar uma nova estratégia? Que seja! Como disse mais acima, o seriado teve três anos brilhantes mesmo mudando sua abordagem, ritmo e estrutura. Quem sabe não dá certo mais uma vez?

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