Homeland 4×03 — Shalwar Kameez

A trama principal permanece sólida, enquanto todos os plots caminham com uma exagerada calma. Em Shalwar Kameez, Peter Quinn e sua nova condição foram o foco.

Quer saber de uma coisa? Foda-se isso.”— QUINN, Peter.

Já comentei nas duas primeiras críticas dessa temporada sobre o plot do Quinn e minha insegurança diante dele. O personagem seria descaracterizado pelos roteiristas por uma causa maior? Ou, o terreno para sua morte estaria sendo preparado? Isso realmente passou pela minha cabeça, inclusive essa segunda — e totalmente absurda — hipótese. O importante é que tudo isso foi embora.

Na verdade, esse episódio serviu mesmo para embasar melhor o plot (até o assassinato do garotinho na 3ª temporada foi lembrado) e colocar em pauta o seu relacionamento com Carrie Mathison, algo que os roteiristas já nos preparavam. Dá pra ficar mais tranquilo.

Rupert Friend roubou a cena. Ok, o Quinn vem ganhando cada vez mais espaço no roteiro, mas duvido que o personagem se sustentaria bem nessa temporada sem o ator fazendo seu trabalho tão maravilhosamente. Peter Quinn é o substituto de Brody como interesse amoroso de Carrie, diante desse fato, a rejeição por parte do público era um risco. Assim como o plot dele num geral, afinal, Homeland abordou essa instabilidade emocional causada pelo trabalho uma porção de vezes usando a protagonista.

Infelizmente, nem tudo correu bem. Estamos no episódio nº 3 e a série vem diminuindo bruscamente o ritmo. Em 50% do tempo, nada foi realmente relevante — independentemente das cenas serem boas ou ruins — e 20% do que aconteceu, foi mal feito. Ou melhor, foi inferior ao padrão Homeland de qualidade.

Saul Berenson se mantém sem serventia, o que estou achando realmente muito estranho. Estaria sendo preparada uma reviravolta tão surpreendente quanto a de Game On para os próximos episódios? Seria ótimo e, talvez, a temporada ganharia uma dinâmica diferente. E isso é o que mais está fazendo falta.

Fara Sherazi e Max voltaram e logo de cara, já foram mal sucedidos em uma missão esquematizada por Carrie sem o conhecimento de seus superiores em Islamabad. Sendo assim, ela mesma faz o trabalho e contracena pela primeira vez com Suraj Sharma. Um dos momentos que valeu a pena, apesar do clima super estranho que ficou no ar com toda aquela esfregação da Carrie. Me parece óbvio que Aayan vai aceitar a proposta, resta saber como isso vai influenciar a trama daqui pra frente.

Shalwar Kameez é aquele episódio enche linguiça e isso não é um bom sinal nessa altura do campeonato, onde muita coisa está em jogo. Façam suas apostas, tudo pode acontecer.

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  • Foi aqui que encontramos Saul, Quinn e Carrie esta semana:

    Saul Berenson

    Humor geral: alegre.

    Melhor momento: quando Saul apareceu sem avisar em Islamabad. “Agora que estou aqui, você precisa da minha ajuda?”

    Pior momento: a única ofensa de Saul esta semana pode estar inflando o ego de Carrie ainda mais do que ela mesma. Independentemente disso, por favor, fique para sempre, Saul.

    Número de suas ex-noivas que agora são embaixadoras: Uma (que sabemos).

    Peter Quinn

    Humor geral: miserável. Quinn está preso na CIA e aparentemente ama Carrie.

    Melhor momento: Eu realmente gostei quando Quinn deu uma bronca em Dar Adal. Deixe-o ficar de mau humor por conta própria, pessoal.

    Pior momento: quando Quinn diz a Carrie que ela é “a pessoa mais difícil do mundo para dizer não”. Sério, Quinn? Eu esperava mais de você.

    Número de pessoas que o acusaram de estar apaixonado por Carrie: Três. Fiquei muito desapontado quando a senhoria de Quinn (pelo menos dê a ela um primeiro nome, escritores, vamos lá) disse: “Quem quer que seja Carrie, ela é uma garota de sorte.” O QUE?! Quinn não fez nada além de ficar bêbado na piscina, ter sexo bêbado, bater em estranhos e gritar com você desde que você o conheceu. Saia daí e nunca mais olhe para trás, senhoria.

    Carrie Mathison

    Humor geral: Auto-satisfeito. Carrie sorriu e suspirou duas vezes no episódio desta semana, o que significa que ela estava satisfeita com os resultados de suas ações, ao mesmo tempo que reconhecia como era difícil chegar lá.

    Melhor momento: trazer Fara e Max (pessoas que são realmente simpáticas) a Islamabad foi genial.

    Pior momento: Quando Carrie encontra Aayan no banheiro. Embora isso tenha sido uma vitória para Carrie, a combinação de seu pedido de desculpas por algo que ela fez (matar toda a sua família) como um terceiro, combinado com sua tentativa de seduzi-lo parcialmente, foi muito difícil para eu aguentar.

    Número de vezes que Carrie pensou no bebê Frannie: Zero.

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