Homeland 5×02 — The Tradition of Hospitality

Homeland acelera antes do esperado, ao trazer Carrie sendo recebida no Oriente Médio como de costume em The Tradition of Hospitality.

Antes eu era diferente. Eu era jovem e sozinha. Não havia ninguém esperando eu voltar para casa.”— MATHISON, Carrie

Antes de tratarmos o episódio em questão, algumas considerações a respeito da estreia na semana passada. Homeland atraiu uma média de 2.1 milhões de telespectadores, um crescimento de 5% tendo como base o carro-chefe da 4ª temporada. Apesar dos altos números, boa parte do público reclamou com razão do excesso de didatismo. Este mesmo público foi à loucura noite passada, seja pela volta das cenas de tirar o fôlego ou pelas ressalvas que fizeram em relação à nova vida da protagonista. Também deve ter se animado aqueles que estavam com saudade de ouvir o tema da produção, criado por Sean Callery, depois do “Anteriormente em Homeland.”

A nova abertura faz menção ao ISIS: tem uma repórter noticiando a guerra online entre hackers (Anonymous vs. Estado Islâmico), John Kerry dizendo que Edward Snowden é um covarde e frases soltas das personagens, incluindo uma dita por Quinn que reflete bem a mensagem transmitida desde o início da série da Showtime: “Carrie nunca será livre.” The Tradition of Hospitality começa explorando exatamente isso, apesar do roteiro oscilar por vertentes diferentes, unindo-as só no finalzinho.

Enquanto Carrie, já no campo de refugiados do Líbano, acerta todos os detalhes do acordo com o Hezbollah, Quinn vai atrás de sua próxima vítima. Já Saul e a novata Allison Carr enfrentam as consequências pela divulgação dos arquivos hackeados da central da CIA em Berlim.

O episódio brinca com o contraste entre a velha e a nova Mathison, para fazer observações sobre o período abrangido pelo último salto temporal. Há um diálogo com Otto envolvendo sua sobriedade, uma confissão melancólica ao Jonas e até mesmo uma súplica para Deus, sendo a última também a mais digna do talento de Claire Danes. No geral, tudo sobre a personagem pareceu mais embasado e fácil de digerir.

Separation Anxiety já tinha oferecido um vislumbre da nova personalidade de Peter Quinn, que inclusive está cada vez mais Hitman e menos Quinn. Uma marionete fortemente armada controlada por Saul Berenson. Comentei na última crítica tal relação dos dois, ainda sem a dimensão real do quão destrutível ela é — principalmente para Peter, potencialmente a Fara desta temporada.

Ainda não consegui distinguir bem o que Saul representa e nem o que ele se tornou nos últimos anos. Tudo sobre o Ursinho continua uma grande incógnita. Allison bem que tenta tirar dele algo útil, durante a cena na qual ela o confronta sobre sua antiga relação com a Carrie, mas a resposta não chega perto de satisfatória. Essa trama política envolvendo a CIA é, de longe a menos interessante deste elétrico 5×02.

Ver os dois hackers da estreia de novo na série foi uma surpresa, assim como o destaque dado para a jornalista, explicitando a preocupação dos envolvidos em diversificar a trama e mantê-la consistentemente atual.

As cenas de ação voltaram e voltaram com tudo. É incrível como Homeland consegue criar uma atmosfera super tensa durante tais cenas, capazes de deixar as pessoas completamente paranoicas, ligadas em cada detalhe… como mini-Carries. A sequência explosiva no campo de refugiados só perde mesmo para o momento em que as vertentes já citadas finalmente se unem e materializam-se para o papel que Quinn segura.

Carrie realmente passou a ser um alvo de Saul após a Fundação Düring — lê-se Laura Sutton — bater de frente com a CIA? É a principal questão no momento e parece também a que determinará o rumo dos próximos episódios. Falando nisso, abaixo a promo do da semana que vem:

Considerações Importantes:

Quem mais teve um lapso nostálgico ao ouvir o Jazz sendo tocado durante a festa do Otto? Lembrei de quando a série costumava focar na elite dos Estados Unidos lá pelos primeiros anos…

Rupert Friend só pode ter se inspirado na Kristen Stewart para gravar esse episódio. O que foi aquela expressão ao ver o que estava escrito no papel? A mesma durante todas suas outras cenas.

Mais uma vez, não se esqueçam de dar uma nota ao episódio e compartilhar sua opinião.

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