Homeland 5×05 — Better Call Saul

Homeland liga as tramas que até então estavam sendo trabalhadas separadamente no maravilhoso Better Call Saul.

Eu convenci a mim mesmo que nós iríamos mudar o mundo.”— BERENSON, Saul

Semana após semana, reviravolta após reviravolta. Homeland tem provado ao público que para alcançar um resultado positivo não basta ter uma boa história em mãos; é fundamental saber contá-la. Introduzi-la, desenvolvê-la e dar as respostas na hora certa. Ainda não chegamos nem na metade da temporada, porém já é seguro dizer: a produção da Showtime não vai cometer os mesmos erros de anos anteriores.

O terrorismo é um tema bastante amplo e atual. Desde seu arrebatador primeiro ano, o projeto liderado por Alex Gansa mirou no tema e acertou em cheio repetidas vezes. Mas, após a 4ª temporada, pairou no ar um sentimento de insegurança. Pedíamos estabilidade ao mesmo tempo que questionávamos o prazo de validade da série. A alta cúpula não só sacou isso como agiu rapidamente. O resultado é um novo quase recomeço, muito mais diversificado.

Trabalhando temas ótimos como Guerras Virtuais e Liberdade de imprensa separadamente, Homeland já surpreendia; ao uni-los, a trama foi içada a um patamar muito mais alto, ainda que muita coisa tenha que ter sido anulada para tal feito. Não, a CIA não está atrás de Carrie. Quinn nem considerou matá-la e Saul não está tão mudado assim. Às vezes, uma boa história inclui desvios como estes, o que ainda faz dela uma boa história é a forma como enganam quem está do outro lado da TV… Enganaram como nunca antes.

Allison Carr, de fato, está crescendo. A espiã russa já surpreendeu no início do episódio ao sugerir a relação de algum membro da agência com os últimos eventos de Why Is This Night Different? Seu plano, muito bem arquitetado, nos é apresentado com calma. Ou melhor, dão apenas um vislumbre do que o mesmo vai envolver.

A cena do protesto foi outro acerto gigantesco! Além de ser tensa e muito bem feita, a sequência reafirma a tentativa de situar o telespectador num universo muito mais comum, partindo da realidade dos americanos — ainda que tal cena não aconteça especificamente na América. O brado de “Je Suis Gabe H. Coud” foi uma referência claríssima ao atentado do Charlie Hebdo em janeiro de 2015. Falando em referências, quem mais adorou o nome do episódio?

O elenco continua afiado, sendo Rupert Friend o destaque absoluto pela cenas dramáticas nas quais mostrou uma face diferente de sua personagem. Conhecemos um Peter Quinn extremamente desgastado, mas que ainda assim zela demais pela segurança da amada. Carrie, por sua vez, mergulhou definitivamente no desafio e se assemelha cada vez mais à Chefe de Estação surtada, porém inteligentíssima, que conhecemos temporada passada.

Ironicamente, o fim da linha da trama é também seu estopim. Parece que os arquivos roubados da CIA contém informações das quais Mathison não pode ter acesso de forma alguma. Seria então essa a razão para Allison colocar o nome dela na lista negra de Quinn?

Realmente, não dá para acreditar que Saul e Dar Adal estão caindo tão facilmente no plano do inimigo. Espero que o nome do episódio não seja uma simples referência batida. Já imaginou se na verdade Saul estiver apenas dando uma de Jimmy Sabonete para conhecer as reais intenções da ruiva e seus amigos russos? Vale a pena continuar acompanhando para descobrir.

Considerações Finais:

Em Better Call Saul, Homeland atraiu cerca de 1,3 milhões de telespectadores para a Showtime; uma queda pouco significativa.

Mais alguém além de mim gosta da Laura? A personagem representa exatamente o que faltou nos primeiros anos da série: uma ligação maior com a realidade.

Caso você sobreviva ao final devastador de Better Call Saul, aqui está a promo do próximo:

Lembrando novamente que você pode dar uma nota ao episódio no mecanismo abaixo e também deixar sua opinião registrada nos comentários. Até a próxima semana!

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