Homeland 5×06 — Parabiosis

Apesar de um pouco parado, Parabiosis consegue fazer bons avanços, além de agregar mais conteúdo à série.

Eu sou o problema. Eu derrubo todo mundo ao meu redor. E eu tenho esta oportunidade de apenas ir embora e levar os problemas comigo.” — MATHISON, Carrie

“Foram os russos!” declarava Saul Berenson pelos corredores da estação da CIA em Berlim. Saul acabou não convencendo, diferentemente da série. Homeland desacelerou, mas manteve a expectativa do público alta ao colocar suas três figuras mais importantes em extremidades e trabalhá-las com propostas distintas. Fato é que a série continua esbanjando desenvoltura.

Quinn e Carrie protagonizaram os momentos mais dramáticos e melancólicos, enquanto Saul Berenson finalmente recebeu um extra dos produtores; por incrível que pareça, as cenas mais dinâmicas foram dele.

O episódio passado deixou algumas questões mal resolvidas ao interligar várias tramas até então paralelas. Muitas pessoas não assimilaram direito o motivo pelo qual os russos foram atrás de Carrie, colocando seu nome numa lista negra. Em Parabiosis, num diálogo bem didático da protagonista, tal tópico é reforçado para não restar mais dúvidas: os russos temem que a ex-analista da CIA tenha acesso aos arquivos roubados em Separation Anxiety.

Outro adendo feito aqui foi sobre a relação entre Mathison e seu outrora mentor. Houve realmente uma quebra de confiança entre os dois, de modo que a protagonista perdeu totalmente as estribeiras e a sua decisão parece cada vez mais arriscada. Sem Quinn, sem Jonas e sem a figura de Saul como um porto seguro, Carrie Mathison nunca esteve tão sozinha.

Por falar em Jonas, tudo indica que o ruivo se ausentará um pouco. Até aqui, ele tem cumprido bem seu papel e explicitado a cada diálogo o quanto Carrie tem se aproximado da Rainha do Drone que costumava ser. Vale um alerta: pode ficar repetitivo e também há vários outros seguimentos carentes de maior atenção, como o envolvendo Laura Sutton e o hacker ainda vivo.

O enredo envolvendo Quinn também incomodou de imediato, mas logo foi possível perceber a artimanha ali investida para aprofundar a questão dos conflitos na Síria. Quero dizer, foi extremamente cômodo e forçado o modo como Peter vai parar na casa dos jihadistas. Porém, a abordagem sobre essa realidade ganhou nossa atenção — apesar da audiência da semana (1,3 milhões de telespectadores — rating 0.4) não surpreender.

Apesar de funcionar em conjunto, não houveram tantas cenas boas. A direção apostou num ar mais de thriller psicológico mesclado com o de filmes de espionagem, sem deixar de contar com a atuação sempre consistente de Mandy Patinkin, claro. Destaque para o momento em que os arquivos da CIA são roubados pela segunda vez.

No geral, Parabiosis é um episódio um pouco raso, mas não chega a ser dispensável e nem difícil de assistir graças ao trabalho cuidadoso tido ao construir os pilares da trama. Estamos exatamente na metade da temporada e, com mais 6 episódios ainda pela frente, as expectativas estão altas. Agora, confira a promo do aparentemente dinâmico Oriole:

E o que você achou? Conte ao Box de Série pelos comentários, além de dar uma nota ao episódio logo abaixo.

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