Homeland 5×10 — New Normal

Mais dedicado a unir pontas soltas, New Normal acaba trazendo poucos avanços na trama central.

Ele está vivo!”— MATHISON, Carrie

Trama promissora não é sinônimo de trama bem amarrada, e isso tem ficado cada vez mais evidente na medida que a 5ª temporada avança.

O quinto ano da série nº 1 da Showtime, Homeland, começou agradando boa parte dos fãs pela agilidade com que introduziram seus novos rostos, bem como remodelou os antigos. A história nunca soou tão atual e os diálogos estiveram afiadíssimos. Em contrapartida, nos 45 do segundo tempo, a trama vem perdendo ritmo ao tentar contornar falhas cometidas lá trás, nos momentos de euforia.

Uma dessas falhas veio a tona ainda no comecinho do episódio, quando, absolutamente do nada, a personagem de Claire Danes lembrou de Peter Quinn e decidiu que era hora de procurar o companheiro. Aí está também a brecha para a direção exibir exaustivamente a cena da execução, que inclusive já fora mostrada anteriormente em The Litvinov Ruse.

Como era de se esperar, Dar Adal acreditou em Allison, o que dá a infiltrada russa e seu mentor um tempo maior para arquitetarem uma fuga ou impedirem de vez o vazamento dos arquivos roubados da estação da CIA em Berlim. Justiça seja feita, Miranda Otto esteve mais uma vez segura neste papel tão difícil que lhe foi designado. Quem já conhece a personagem pôde identificar perfeitamente quando ela estava mentindo, quando ela estava com receio de algo ou alguém e, principalmente, quando ela via uma oportunidade de se safar.

É difícil de acreditar, mas sim: faltando dois episódios para concluir a temporada, Homeland apostou em introduzir uma nova ameaça… nem tão nova assim, na verdade. Comentei bastante nas últimas críticas sobre o fato do arco envolvendo o Quinn e os jihadistas mais parecer um estranho Ctrl+C Ctrl+V dentro do roteiro, e isso ficou muito claro em New Normal. A trama teve que se flexionar bastante para abranger o enredo e, mesmo assim, ainda ficou faltando algo.

Por outro lado, a produção também surpreendeu ao fazer uma referência ao atentado em Paris. Encontrei em vários fóruns da internet pessoas surpresas ao ver num produto televisivo pré-gravado (bem pré mesmo) algo tão atual, quando na realidade, a referência foi mesmo aos ataques ao Charlie Hebdo no começo do ano. Mas a citação caiu como uma luva e novamente a série de Alex Gansa adentra um terreno perigoso dominado por um público ainda bem sensibilizado.

Outros pontos positivos foram o retorno de Jonas, Laura e Otto, a menção ao falecido lá na 2ª temporada, David Estes, e o ótimo surto de Saul, que representou bem o que os telespectadores queriam fazer com a Allison desde a prematura revelação da agente dupla.

Fora isto, acompanhamos um intenso intercâmbio entre serviços secretos de inteligência que, com a ajuda de uma dupla de loiras, acabou aliviando mais de 1,7 milhões de pessoas ligadas na Showtime domingo passado (06). Quinn está vivo e fora de perigo. Ou não, afinal, ainda se trata de Homeland e as chances dele ficar com sequelas são grandes. Olha só a promo de Our Man in Damascus:

Abaixo você pode dar uma nota a New Normal, além de registar sua opinião nos comentários. Até semana que vem!

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