Homeland 5×11 — Our Man In Damascus

Já renovada para um sexto ano, Homeland prepara o terreno para a conclusão da 5ª temporada com um iminente ataque terrorista.

Todo mundo está com medo. Eu estou com medo. Mas isso não pode nos fazer esquecer quem nós somos.”— SUTTON, Laura

Falar de uma série como Homeland é muito díficil. Sempre tão atual e abrangente, a produção te força a adotar um novo olhar para as notícias expostas o tempo todo nos mais variados meios de comunicação social. Mais que isso: incita questionamentos e, por consequência, também choca.

É óbvio, há uma trama ficcional correndo. Muitas vezes ela acaba até se sobressaindo ao ponto de tampar completamente o pano de fundo político, mas, quando a equipe de diretores e roteiristas decide dar às peças do jogo a mesma importância, é vitória na certa. Our Man In Damascus representa o xeque-mate da temporada.

Diretor do aclamado There’s Something Else Going On, Seith Mann nos presenteou com mais um episódio de tirar o fôlego, repleto de diálogos bem construídos e atuações fantásticas (lê-se Claire Danes, proprietária do Emmy).

Com um ataque terrorista sendo preparado em Berlim, a BND e a CIA estão em alerta, tomando medidas radicais para evitá-lo. São essas medidas que determinam atitudes não menos extremas de personagens de núcleos diferentes e com motivações bem distintas também. Ao contrário do que foi apontado nas últimas críticas, o roteiro pareceu bem mais amarrado.

Desgastado em todos os sentidos, o Quinn de Rupert Friend ganhou um descanso, mas não sem antes protagonizar uma cena angustiante, claro. O parceiro de Carrie percorreu um caminho bastante doloroso e duvidoso, sua permanência na série foi posta em dúvida muitas vezes, inclusive essa semana. Outra coisa importante de se destacar é o esforço dos roteiristas para que o telespectador desapegue dele ou de seu caso com a protagonista. Um exemplo disso é a frieza ímpar presente na cena do hospital, quando Carrie e Saul tentam insistentemente acordá-lo para obter respostas sobre o ataque, sendo que ele claramente não está em condições de ajudar nem a si mesmo.

Por um lado, saímos ganhando. Alex Gansa não está disposto a deixar os famosos shippers estragarem uma história verossímil. Agora por outro, nos aproximamos cada vez mais de outro ano cercado por muito drama, pessoas desistindo — ou afirmando desistir — da série e tudo mais.

Com ou sem Quinn, continua sendo seguro apostar minhas fichas na protagonista. Ainda mais após sua presença novamente forte e marcante observada por milhões de telespectadores no último domingo (13). Mathison não está mais disfarçada tentando salvar sua vida e nem a de Quinn, nos mais de 50 minutos do episódio ela só fez uma coisa: um trabalho que há muito tempo não é mais seu. Laura Sutton bem que avisou na premiere: “Você tira a garota da CIA, mas não a CIA da garota”.

Por falar em Laura, é difícil expressar o quão sincero soou o discurso designado para a personagem. O mesmo seriado que já colocou o vice-presidente dos Estados Unidos como vilão, acaba de escancarar para as pessoas sem nenhum embaraço os abusos cometidos por Agências de Inteligência.

Era óbvio que Saul Berenson não sairia dessa temporada traumatizante só com uma desilusão amorosa. A figura ora acolhedora, ora enfadonha representada por Mandy Pantinkin agora também sente-se culpado e, nos últimos minutos, revela-se mais desamparado do que nunca graças a última cartada de Allison.

Miranda Otto surpreendeu novamente ao interpretar uma agente infiltrada fria e vulnerável ao mesmo tempo. Uma atuação consistente feita sob medida para a frenética trilha sonora que toma conta nos últimos 10 minutos, você apenas não consegue tirar os olhos da TV. Cada passo da protagonista, cada olhar dos coadjuvantes, cada transição de cena. Tudo observado com cautela para nenhum detalhe passar despercebido. E acaba não passando mesmo, deixando o que todos querem ver para a épica finale dirigida por Lesli Linka Glatter.

Considerações Finais

— A última vez que Homeland me deixou tão nervoso assim foi em Broken Hearts, episódio que termina com Carrie encarando a escuridão a procura de Abu Nazir, assim como em Our Man In Damascus, mas, agora, a série conseguiu refazer tal feito mesmo sem a ajuda de um antagonista imponente.

— Uma das melhores e mais surpreendentes sacadas dos roteiristas foi Carrie sendo ajudada pelo líder do Hezbollah, Al-Amin. Genial.

— Quem topa fazer um abaixo assinado para o Seith Mann e a Lesli Linka Glatter revesarem a direção dos episódios da próxima temporada?

Se você mal pode esperar pela Season Finale, abaixo há um vídeo promocional estrelado por Carrie Bauer pra aumentar ainda mais suas expectativas.

Não esqueça de atribuir uma nota a Our Man In Damascus, assim como registar nos comentários sua opinião. Até a próxima — e última — semana!

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