House 8×12 — Chase

O décimo segundo episódio da última temporada de House é uma grande reação ao trauma do episódio anterior.

Pode parecer apenas uma tentativa de estender os acontecimentos de um episódio genial — numa temporada não-tão-boa. Mas, como nos grandes episódios de House, os roteiristas são capazes de arrancar uma lição satisfatória ao final dos acontecimentos.

Depois que Chase foi esfaqueado, todos foram psicologicamente atingidos pelo evento — Park está morrendo de medo, Adams está vendo um psicólogo e Taub está fazendo Krav Magá. O que nos traz ao nome do episódio…

Chase faz referência tanto ao personagem no centro da história, quanto ao fato de que as pessoas estão todas perseguindo alguém — ou alguma coisa.

House está atrás de Taub, Park sempre aparece correndo (literalmente) atrás de Chase, que está atrás de alguma coisa pra fazê-lo esquecer do que aconteceu — mesmo que seja pegar todas as mulheres que aparecerem pela frente, ou se apaixonar por uma freira surfista doente.

Já a paciente está atrás de Deus, ou de alguma coisa que dê significado pra sua vida depois que ela arruinou sua carreira de babá. Pode lembrar um pouco do episódio 10, em que as pessoas estavam fugindo das coisas. Mas a diferença se torna mais importante quando chegamos ao final.

Ao contrário da paciente que quis virar freira depois de ter largado uma criança pra morrer atropelada, Chase estava querendo afogar as mágoas e consertar a vida depois de quase morrer. Mas, apesar dos dois serem traumas graves, a verdade é que Chase só foi vítima de um maluco.

Você não pode sair por aí achando que todo trauma é um sinal de que você tem que mudar o rumo da sua vida. A explicação pra isso ficou no episódio anterior, quando House explica tudo o que aconteceu aceitando que “coisas boas costumam acontecer; e que coisas ruins acontecem às vezes”. E pronto. Ser esfaqueado por um paciente alucinado é tanto um sinal de Deus quanto cortar o dedo com a faca na cozinha.

O episódio ainda tem uma análise curiosa de como você pode interpretar sentimentos através das reações químicas que os causam. Chega a ser engraçado ver Chase enxergar a epifania divina da paciente como uma série de substâncias, enquanto House vê a paixão dele pela paciente da mesma forma.

Assim como no resto da temporada, Gregory House está longe de ser o protagonista: embora todos os acontecimentos passem por ele, essa já deixou de ser a história de um médico manco e triste. Entretanto, Chase prova que, mesmo hoje, House ainda pode ter grandes episódios, contando apenas as histórias de quem vive no universo que a série construiu.

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