House 8×14 — Love is Blind

Depois da decepção antológica que foi o episódio anterior, House nos agracia com uma obra emocionante e encantadora… só que ao contrário.

Desta vez, um paciente negro e cego namora uma mulher maravilhosa que cuida dele mais do que ele gostaria. Nenhuma piada foi feita a respeito. Eu não sei porque.

Sabe, isso é House… Há duas ou três temporadas, eu tenho certeza de que uma situação dessas ia render mais comentários racistas do que a Sarah Silverman apresentando o MTV Movie Awards.

De qualquer jeito, mesmo com toda a situação, o paciente termina o episódio feliz da vida: afinal, ele ia ficar cego e surdo, dado os efeitos colaterais do tratamento. Mesmo assim, quando ele está cego e surdo na cama do hospital e pede — com uma dicção perfeita — a sua namorada em casamento, ela só grita “sim”, e a audição dele volta, todos ficam muito felizes.

Sério, eu ainda não entendi o que aconteceu nesse episódio. O cara simplesmente voltou a ouvir. Foi produzido pela Disney? É um roteiro do Nicholas Sparks? “Duas pessoas são loucamente apaixonadas, mas uma delas é cega e não quer mais a outra por perto. Mas eles ainda se amam tanto que uma cura a surdez da outra com o amor”.

Essa série já foi mais cruelmente… eu não vou dizer ‘realista’, mas, deu pra entender, né?

Além do felizes-para-sempre que rolou ali — e daquele momento de intensa vergonha quando a Park começa a ter alucinações e enxergar as pessoas de um jeito engraçado (qual é o público alvo dessa série? Vão começar a passar House no Glitz?) — o grande assunto do episódio foi a mãe do House: a grande Blythe.

Blythe é um desses personagens que ganharam grande importância quando a série começou a despencar em sagacidade — assim como o Jaiminho virou um personagem muito mais recorrente depois que o Kiko e o Seu Madruga saíram de Chaves.

Mas desta vez, o problema nem é ela. O problema também não é o cara com quem ela casou dois meses depois que o pai do House (que não é o pai biológico do House) morreu. O problema é que esse episódio resolve tratar mais uma vez sobre quem é o pai do personagem. Isso já foi feito antes e já não teve graça.

Claro que, dessa vez, ‘roubar um fio de cabelo de um cadáver durante um discurso no funeral’ tinha que ser superado. O resultado foi o House colocando o pinto pra fora no meio de um restaurante. Sabe? Quem tá escrevendo esses episódios?

No fim das contas, o pai do House não é o pai do House (de novo), e o episódio termina como se o grande lance do dia foi que nós descobrimos que a Blythe é um personagem super interessante, que tomou ácido e pegou todo mundo na vizinhança. Afinal, se o House acha que a mãe dele é legal, quem somos nós pra achar o contrário?

Depois desse episódio, a temporada dá uma pausa de um mês e retorna no dia 9 de abril. Daí pra frente, são só sete episódios, e a série toda acaba. Apesar da emergência, as expectativas de que a série deixa são de que o mais emocionante por perto é a mãe do House ou a mulher dele, ou mais e mais do Wilson fazendo figuração em papel de palhaço.

Fazer o que, né? A gente só pode sentar aqui e esperar por um series finale que seja bom o suficiente para encerrar essa série que, apesar de tudo, é (ou já foi) uma das maiores da televisão.

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