House 8×9 — Better Half

O primeiro episódio da segunda parte dessa amaldiçoada temporada de House fala sobre os sacrifícios que fazemos pelas pessoas que amamos.

Nele, uma mulher larga sua vida como florista para cuidar do marido que sofre de Alzheimer e a está esquecendo lentamente. Melanie Lynskey interpreta a esposa do paciente, provando que ela é capaz de fazer um papel além do da Rose de Two and a Half Men — mas não que ela vá ganhar um Emmy por isso, nem nada.

O discurso polêmico do episódio está numa cena em que a Dra Adams ouve um discurso do Dr Chase sobre como pessoas que não tem condições de cuidar de si mesmas deveriam se matar para poupar seus entes queridos de ter que cuidar deles. A cena, que podia segurar um season finale em séries como Brothers & Sisters, em House é apenas um meio de justificar qual a diferença de um caso de Alzheimer nessa série, e um caso de Alzheimer num livro do Nicholas Sparks.

Enquanto isso, o Dr Wilson trata de uma paciente que alega ser assexuada. House aposta que a orientação sexual da mulher não é uma escolha, mas um sacrifício que ela faz pelo marido que é assexuado. Obviamente, ele prova que essa é a verdade e que a esposa largou mão do sexo para viver ao lado dele — o que segura o eterno argumento de que ‘todo mundo mente’, mas te deixa em dúvida sobre ‘as pessoas nunca mudam’.

Ainda nesse episódio, Foreman autoriza o desligamento do aparelho que monitora os passos de House, para que ele não vá a lugar nenhum além do hospital e não faça nenhuma besteira. Depois de aturar uma série de gracinhas, o Diretor de Medicina deixa House livre, para provar que ele é digno de ocupar o cargo em que está agora — e que ele é tão bom administrador que pode lidar com House andando livre por aí.

Logo, grande novidade desta nova fase da temporada é que House está novamente à solta. A diferença que isso vai fazer, nós não sabemos… mas como todo mundo sabe que ele não pode se descontrolar como em temporadas passadas — já que ele acabou de sair da cadeia — não deve fazer muita diferença.

A única aparição da trilha sonora rola numa música sentimental no final do episódio, quando Foreman decide soltar House, e Chase ligando para sua irmã, provando que, por mais que House queira muito ser uma série fria e polêmica, ela ainda carrega um Nicholas Sparks no fundo do coração.

O Dr Taub não apareceu porque estava cuidando das filhas, ou qualquer coisa assim; House não tem mais nenhum grande propósito — como tinha antes de namorar a Cuddy; e Foreman continua fazendo o mesmo papel de rival/amigo do House que sempre fez.

Se o grande público acredita que a série já perdeu o brilho e a graça, os fãs de House continuam como as esposas desse episódio: sempre ao lado da série que amam, crendo que a esperança é a última que morre e que dias melhores virão. Veremos.

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