House of Cards 3×03 — Chapter 29

Francis, ele é um valentão. Esperto, mas ainda sim só um valentão. Não tenha medo dele.” — UNDERWOOD, Claire

Uma coisa que aumenta, e muito, a qualidade de uma série é mostrar como os personagens lidam com temas que esbarramos todos os dias. E House of Cards anda fazendo isso com um primor incrível, ainda sim não fugindo das temáticas principais que estão tecendo na temporada. Primeiro, foi Frank colocar o estado do bem-estar em cheque no episódio anterior. E provavelmente veremos bem mais dessa discussão ao longo da temporada, uma vez que o maior projeto dele, o America Works, está pautado nisso. Desta vez, Frank teve de lidar com a Russia.

Foi incrível a maneira com que a série fez uma dura crítica ao governo do país, buscando cada detalhe possível para a arte imitar a vida. Até mesmo o ator, Lars Mikkelsen (sim, irmão do nosso querido Mads Mikkelsen de Hannibal), possui muita semelhança física com Putin. E, o mais interessante, foi ver que a série se pautou na crítica do presidente, não ao país. Botar as garotas de Pussy Riot no elenco foi uma excelente jogada e a cena de revolta contra o presidente foi digna.

No fim das contas, o que o episódio fez não foi menos que emular todo o clima de uma guerra fria entre Frank e Viktor. Uma batalha de egos em que era impossível medir qual era maior. Viktor queria sair dali com a possibilidade de dizer que tirou a segurança americana de perto de seu país e Frank querendo dizer que tinha o presidente russo nas mãos. Era inevitável, apenas um deles sairia vitorioso da situação.

House of Cards 3x03

Como Claire mesmo disse, Viktor é apenas um valentão. Tentou se impor de todas as maneiras possíveis sobre o presidente Underwood. O beijo foi a maior provocação possível. Bem sabia ele que poderia fazer quase de tudo ali que Frank tentaria ao máximo manter a pose, o diálogo aberto. E depois do beijo, ele notou que poderia sair dali com a vitória nas mãos, uma vez que Frank estava disposto a deixar o episódio passar em troca de manter esse diálogo aberto

Podemos dizer que Frank saiu na frente. Ele recebeu cordialmente Viktor e nenhum acordo saiu dali. Saiu de mãos vazias das linhas inimigas. O presidente russo é quem saiu como um cabeça dura. E, mais ainda, se o plano de Cathy de ignorar o veto da Russia na ocupação do vale do Jordão, Viktor vai ter uma derrota terrível para lidar.

No quesito das tramas principais, foi pouco o desenvolvimento, mas ainda sim vimos os personagens continuarem exatamente o que ocorria antes. Frank continua lutando e perdendo pequenas batalhas e retaliando da maneira que pode. Isolar Birch e aproximar Mendonza foi um belo golpe que ainda precisamos ver quais frutos darão. Claire também continua lutando pra se desassociar do marido, luta essa que não vai ser fácil. Tomar a posição de embaixadora das Nações Unidas da maneira que fez pode lhe render ainda muitas críticas, mas nada que ela não possa lidar. Mas, chamar Frank de cafetão da Claire foi, com certeza, a coisa mais dolorida que ela poderia ouvir algum dia.

Todo essa drama com Rússia, com certeza, ainda vai render bastante para a temporada toda. Vamos ver como Frank vai sair em cima dessa. Afinal, o desespero por resultados para conseguir concorrer e ganhar em 2016 bate à porta.

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