House of Cards 4×12 — Chapter 51

Chapter 51 cria o clima do fim da temporada em um frenesi de situações que podem destruir os Underwood.

Você é uma farsa, Will. E se vencer, você vai de uma farsa para uma fraude.” UNDERWOOD, Francis

Indo na contramão do episódio anterior, Chapter 51 foi pura tensão. A situação de reféns e Tom bem perto de até mesmo derrubar Frank com o artigo sobre os eventos da queda do presidente Walker se tornaram maiores e mais perigosos do que deveriam.

Uma situação envolvendo reféns já é uma coisa delicada, junte isso à guerra ao terror e estar acontecendo em território deles, a coisa pega fogo e se torna uma pedra política prestes a cair sobre todos os envolvidos. Principalmente Frank.

Envolver Conwavoy na situação foi uma ideia interessante e um tanto quanto mórbida de se aproveitar do pedido dos sequestradores. Como disse, ele ama o holofote. Tudo é uma grande peça de teatro e ele é aquele coadjuvante tentando roubar a cena e transformar tudo sobre ele.

Conway é uma versão mais nova de Frank, isso já não é novidade. Mas o episódio traz diversos aspectos para traçar esse tipo de coisa, principalmente quando discutem na cozinha da Casa Branca. O próprio Frank consegue ver isso e entende que com o nível de experiência pouco ele não conseguiria manter toda a faxada que ele tenta como candidato.

Além de traçar as semelhanças de Frank e Conway, o episódio esforçou bastante em fazer o oposto entre Claire e Hannah. Elas são o completo oposto. Enquanto Claire é a mulher que batalhou (e fez muito jogo sujo) pra conquistar o respeito e a posição que está, Hannah é apenas a esposa que dá suporte. Entre o frenesi de participar da campanha, cuidar de dois filhos pequenos sobra pouco tempo para o resto. A participação dela, de fato, nas decisões de Will não existe. E ver Claire ser uma parte tão ativa nessa corrida dos Underwood a deixa intrigada e até triste por não ir pelo mesmo caminho.

E vale a indelicadeza da pergunta para Claire sobre seus filhos. Essa é uma pergunta tão comum para quem vai contra a corrente do comum, mas não menos ofensivo. Basta ver o desconforto terrível de Hannah ao ouvir se ela se arrepende de ter filhos. Claire sempre saindo rainha das situações.

Não bastando a situação de reféns, Tom jornalista chegou na verdade sobre a queda do presidente Walker e toda a manipulação para chegar ao poder. Com esforço, ele consegue conectar a grande maioria dos pontos sobre a verdade de Frank. E isso é tudo graças mais à Jackie Sharp. Somente Walker falando parece dor de cotovelo. A desilusão que Jackie passa chega a ser agoniante, dá pra ver uma depressão terrível no olhar da congressista e expor Frank se tornou uma necessidade para colocar calma na sua vida. Ele prefere a guilhotina do que estar nas mãos dos Underwood e isso a tornou algo perigoso.

A série fez muito bem em guardar esses dois arcos para o fim da jornada. A sensação de urgência e frenesi em ter que lidar com tudo isso deixou o episódio mais dinâmico e assustador, ainda mais terminando em um momento tão incisivo. Agora apenas resta o season finale e fica o medo de ver a tapa do caixão na carreira dos Underwood.

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