HQ e Série de TV: Uma grande parceria

E como vai essa galera cult que eu tanto treino para não perder uma referênica sequer no Café Filosófico?

Depois do delicioso post passado, que foi todo trabalhado nos quadrinhos de The Walking Dead, trago essa semana para vocês muito mais desse mundo dos HQs que nós, geeks, tanto amamos. E para mostrar que não somente os livros servem de base para um grande seriado, eu trouxe como exemplo, três séries de grande sucesso no mundo, que ganharam sua origem a partir de revistas de banda.

É certo que o acervo de séries de TV que foram baseados em livros é grande e você pode comprovar isso em cada coluna da The Box Is On The Table já feita. Mas não é somente de letras que se ganha inspiração, as imagens também servem para criar um grande número de possibilidades em relação à narrativa para a telinha… e é aí que entram as geniais Comic Books.

Objeto de valor inestimável para qualquer nerd de plantão, pode-se dizer que as histórias em quadrinhos foram as primeiras formas de entretenimento do mundo pop, abrindo assim as portas para a libertação da criatividade. Desde gêneros infantis até o mais complexo drama, as HQs conseguiram ganhar muito espaço e sucesso, ainda que as novas formas de tecnologia de hoje em dia tenham atrapalhado uma maior disseminação.

Agora, se falamos sobre quadrinhos, não podemos deixar de falar também sobre super-heróis, afinal foram praticamente estes os responsáveis pela fama das revistas. Amados e idolatrados por um grande número de pessoas, independente da idade, os heróis faziam nossas cabeças com a idéia de se desafiar as leis da física e da química.

Quem aí nunca sonhou poder voar como o Superman, ou quem sabe correr como o Flash, ou ainda, possuir as habilidades do incrível Spider Man? A empresa Marvel foi a pioneira no gênero — e a mais bem sucedida, diga-se de passagem. Criada por Stan Lee, que também deu vida a maioria dos heróis mais famosos, a Marvel fez história e se tornou referência quando o assunto é fazer o impossível.

E é lógico que a indústria da televisão não iria desperdiçar um material tão rico em história. Como exemplo disso podemos citar The Incredible Hulk, a série de TV que fez um enorme sucesso nos anos 80, ao dar vida ao Gigante Verde criado por Stan Lee e Jack Kirby, em 1962. Adaptado para ser melhor aceito pelo público, o seriado do Hulk contava a história de David Banner (Bruce Benner é o nome original), interpretado por Bill Bixby, um cientista que após ter perdido a mulher, é exposto a radiação durante uma experiência em laboratório, o que acabou por lhe dar uma característica singular: virar um monstro verde gigante toda vez que ficasse bastante irritado.

The Incredible Hulk ficou tão famoso que, quando cancelado, vários fãs fizeram protestos para o retorno da série, o que, infelizmente, não aconteceu. Mas o personagem dos quadrinhos ainda voltaria a aparecer na telinha e na telona, sendo em 2008, a última adaptação da HQ e a mais fiel a ela.

Houve também revistas em quadrinhos que além de trazer o mais puro entretenimento, ainda buscavam certo engajamento crítico/político, como As Aventuras de Tintim. Criado por Georges Prosper Remi em 1929 (o que te lembra essa data? Dica: crise da bolsa de Nova Iorque), Tintim é um jovem repórter belga, que sempre acabava se envolvendo em vários casos misteriosos de espionagem e, até mesmo, ficção científica, ao lado do seu inseparável cão Milu. As Aventuras de Tintim começou em pequenas histórias em jornais e, posteriormente, foram reunidas em livros, até que ganhou sua própria revista, com a qual alcançou tremendo sucesso e, portanto, sofreu várias adaptações.

Com uma narrativa bem-humorada e cheia de referências ao mundo político, em particular à Rússia e à Alemanha, as histórias de Tintim causaram muitas polêmicas devido aos temas que o Georges gostava de abordar, os quais sempre vinham carregados de críticas aos governantes europeus da época (os bolcheviques principalmente). A narrativa de Tintim ainda chegou à telinha em forma de série de TV animada, que perdurou por apenas 39 episódios de 25 minutos cada. Vale lembrar que o criador de Tintim faleceu sem nem ao menos finalizar a trama de um dos mais famosos personagens do gênero de investigação dos quadrinhos.

Outro seriado e personagem que todo mundo conhece, mas que não faz idéia que provém de uma comic book é Sabrina, The Teenage Witch (ou Sabrina, A Aprendiz de Feiticeira). Criada por George Gladir e desenhada por Dan DeCarlo, a história da bruxinha adolescente mais conhecida de todas apareceu pela primeira vez como uma coluna na revista Archie’s Mad House, em 1962 nos EUA, mas que logo ganhou seu próprio espaço em publicações pela Archie Comics devido ao sucesso alcançado.

Apresentando a personagem que dá nome a história, Sabrina acabou ganhando várias adaptações, tanto para o cinema quanto para TV, sendo este último formato, o “motor” que deu fama a adolescente. Interpretada pela carismática Melissa Joan Hart, o seriado expunha os problemas da vida de ser uma jovem bruxa pelo olhar de Sabrina Spellman, que contava também com seu demônio em forma de gato Salem — personagem que ganhou até um spin-off — e as duas tias, Hilda e Zelda. Sabrina teve sete temporadas de muito sucesso, deixando também dois filmes e uma trilha sonora. Ótimo aproveitamento a partir de uma revista, não?

E antes d’eu terminar esse texto todo cheio de nostalgia, quero deixar uma ressalva: é grande o espaço que as HQs conquistaram nesses últimos tempos e, assim como os livros, fica sempre a se discutir sobre a questão da perda deste território, algo que, infelizmente, vem acontecendo. Sendo assim, galera, não se esqueçam de que ler é algo imprescindível, até porque, assim como a televisão, o entretenimento escrito também é uma ótima forma de diversão.

Agora, fiquem com o meu adeus da semana, e a seguinte pergunta: tem alguma revista em quadrinhos que vocês gostariam de ver na telinha?

Até, cults!

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