Humans 1×05 — Episode 5

O advento dos sintéticos expõe ainda mais a complexidade humana em Humans

Se não se preocupa com morrer, não está vivendo realmente. Está apenas existindo” — MILLICAN, George.

O questionamento existencial é inerente ao ser humano. Perguntar-se sobre quem realmente é, qual o sentido da vida, qual o seu papel no mundo são indagações que percorrem a vida, regadas a sofrimento e prazer.

Ao criar os sintéticos com a capacidade de raciocinar, David Elster decodificou a própria essência humana. E é justamente isso que faz o seu invento moralmente perigoso. O homem é capaz de criar outras criaturas igualmente dotadas de sentimentos e pensamentos. O ser humano passa a ser descartável em muitos aspectos.

Humans tem debatido muito nessa tecla. Humanos são substituídos emocionalmente por máquinas. Jill depende emocionalmente de Sam, George de Odi e os Hawkins de Anita. E é exatamente isso que incomoda tanto aqueles que não aceitam a presença dos sintéticos. Descobrir que o homem não é insubstituível é extremamente doloroso para criaturas tão egoístas.

Humans

Joseph é um clássico exemplo disso. Infeliz no casamento, tenta jogar a culpa na esposa pelo fracasso, joga a culpa na bebida por ter se deitado com Anita. É um grande covarde, que só assume o seu erro para não deixar Toby levar a culpa.

Toby sim é um exemplo de cavalheirismo e ombridade. Mesmo percebendo que seu pai era o responsável por ter ido para cama com Anita, preferiu assumir a culpa para não ter mais uma crise no casamento de seus pais.

Pouco a pouco, os flashes envolvendo a água são revelados. Agora é sabido que a pessoa que se afoga e é resgatada por Anita era o jovem Leo, que teve morte cerebral e foi ressuscitado pelo pai, o dr. David Elster. Sabe-se também que George Millican participava do projeto original, mas foi expulso por não concordar com os avanços da inteligência artificial.

Resta saber como juntar todos os sintéticos e extrair a tecnologia capaz de conferir consciência à qualquer máquina. E isso vai ficar ainda mais complicado agora que, supostamente, um dos sintéticos de Elster, Fred, foi queimado. Supostamente porque pode haver uma reviravolta nesse sentido.

O detetive Drummond precisa de uma mudança grande em sua vida, já que a perseguição aos sintéticos é injustificável. Karen parece entrar no jogo dele. E é completamente suspeito que ela, mesmo sendo uma sintética, continua perseguindo outras.

Destaque para trilha sonora, carregada de elementos eletrônicos, que criam uma excelente atmosfera para a trama futurista e para o brilhante trabalho da atriz Katherine Parkinson que dá vida à angustiada Laura. Triste ver Leo tentando recuperar a antiga memória de Anita e não conseguindo; a cada tentativa, uma tensão que se frustrava. E o filosófico diálogo entre Niska e Millican mostram que ficção científica é um dos gêneros mais metafóricos para se discutir a própria raça humana.

Um quinto episódio excelente para uma série que surpreende a cada semana.

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