Humans 2×03 — Episódio 3

No terceiro episódio, Humans investe nos sentimentos, nas emoções.

Fomos feitos para sentir. Não podemos negar isso” — MAX.

A fala de Max é direcionada à Mia. A sintética está apaixonada por seu patrão Ed e não sabe muito bem como ele reagirá. Afinal, quando Ed descobriu o que ela era, mandou-a embora. Max tenta confortá-la de alguma maneira e a lembra de que eles são feitos para sentir e isso não pode ser negado.

O diálogo é dito a um robô, mas somos nós, os espectadores, que os absorvemos. Vivemos em uma sociedade em que expressar sentimentos é tido como sinal de fraqueza. Levou um pé na bunda? Bora encher a cara e postar várias fotos nas redes sociais. Perdeu o emprego? Bora encher a cara. Não há espaço para sofrer, para demonstração de dor, de angústia.

Neste terceiro episódio de Humans, vimos a luta dos robôs pelo direito de sentirem, enquanto nós, humanos modernos, queremos negar isso. Chega a ser um alento que uma série de ficção científica nos lembre de que somos feitos para sentir.

De todos, quem mais tem lutado para provar que é capaz de ter sentimentos é Niska. A loira deseja ser julgada como ser humano, mas, para isso, tem que provar que tem consciência. No entanto, os testes aplicados nela revelam muito mais sobre quem nós somos do que quem eles são. Num dado momento, Niska questiona se ser humano é ser cruel com quem está perto e se compadecer com quem está longe. Mais uma questão voltada a nós, os espectadores.

A Dra. Athena é uma das que não desejam sentir e não demora muito em descobrirmos as razões. Sua filha está vegetando em uma cama de hospital. No entanto, o mais chocante é descobrir que a consciência artificial que ela chama de V pode ser, na verdade, a consciência de sua filha. Estaria a doutora tentando reviver sua filha? Se este for o caso, Leo deve ser particularmente interessante a ela.

E já que começamos essa review falando de Mia, nada melhor que vê-la entregue a Ed. Ainda que o humano não compreenda exatamente tudo que está implicado nisso, é muito ver que ele não pestaneja em receber o amor da sintética. O problema será o amigo dele que pareceu não ter curtido muito ter visto o dono da cafeteria trocando carícias com uma robô.

Karen voltou ao departamento de polícia e não conseguiu esconder das amigas que ela está mantendo um relacionamento com Pete. É muito tocante ver o cuidado que ele tem com a parceira.

Toby tenta conquistar a amiga que se passa por sintética, mas acaba levando um fora. Nesse arco, que ainda está no início, é curioso ver que alguns humanos acabam se comportando como robôs. Seria uma tentativa de negar o sentimento?

O terceiro episódio de Humans mais uma vez conseguiu dizer muito sobre os humanos usando a metáfora dos sintéticos. É possível sentir; fomos criados para isso. Afinal, é justamente isso que nos faz humanos.

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