In Treatment: no divã

Hoje a coluna O Melhor e Pior de… se oferece a discutir uma série nada convencional: In Treatment. Em meio a tantos dramas e ficções científicas sobre super-heróis, sem contar produtos ainda mais óbvios da TV, esta série do canal fechado HBO apresenta humanidade e diálogos que exigem sua atenção. É quase uma peça teatral gravada, assim como o original israelense.

Está sempre perigando cancelamento, assim como sempre está presente nas mais importantes premiações. Essa contrariedade já nos separa material para o bom e ruim, que você passa a ler agora.

Ótimo Elenco

Indiscutível. A série já levou, pelo menos, quatro prêmios importantes para seu elenco, contemplando a maravilhosa Dianne Wiest (Globo de Ouro e Emmy), o ator convidado Glynn Turman (Emmy) e o próprio Gabriel Byrne (Globo de Ouro). Só entre indicações são pelo menos 10 listados. E quem já viu pelo menos cinco minutos da série aceita qualquer vitória dos que formam este elenco.

Prendendo sua atenção

In Treatment não é aquela série de ação. Não tem explosão, não tem perseguição policial, não tem investigação sobre assassinatos… Quer dizer, quem viu a segunda temporada sabe que há um drama bem intenso sobre a morte de um personagem e a relação que isso pode ter com a terapia exercida por Paul, mas não é nada explicito.

Dá para dizer perfeitamente que todo episódio consiste em dois atores, uma poltrona, um sofá e muito diálogo. Muita discussão, muitos argumentos e muita reflexão. Até onde você pode se conhecer e se reconhecer num personagem de TV? Um bom roteiro é capaz de te segurar em frente a TV sem artifícios que já foram banalizados? In Treatment prova que sim.

Paul Pegador

Em sua crise de meia idade (eu diria até ‘meia idade avançada’), Paul não sossega. Cede aos desejos de uma paciente que o assedia de todas as formas, até conseguir arrancar deste uma reação, um sinal. Cata uma mulher mais nova durante a terceira temporada e ainda demonstra interesse por sua nova terapeuta. O personagem até é charmoso, com seu ar super intelectual e decidido e sua postura. Mas pô, roteiristas, essa é uma das poucas coisas da série que realmente não convencem. O cara é mó tiozinho…

Crises com Gina

A personagem é ótima e as argumentações entre ambos são necessarias para fazer o drama da série ter todo sentido. Paul cresce enquanto se descodifica com Gina. Paul é revelado a cada briga, a cada conversa, a cada encontro, assim como o relacionamento de ambos. E, praticamente ao final de cada episódio onde eles se encontram, a terapia é cancelada. Até que Paul volte na semana seguinte com alguma desculpa para a ‘briguinha’ continuar.

Como disse, o embate entre ambos é necessário, afinal a série foca nos diálogos. Mas há momentos em que seria bom ver Paul cabulando a terapia. Ou Gina simplesmente mandando-o para aquele lugar.

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