Indicados ao Globo de Ouro: mais do mesmo!

Ah, os prêmios… Toda vez que saí uma lista de indicações, ela é sempre seguida de muitos protestos, gente por toda parte que se ressente pelas injustiças cometidas, bradando os absurdos das ausências — e também das presenças — de certos nomes. É uma tradição.

No caso da premiação para TV do Globo de Ouro, ainda temos o agravante de seu péssimo timing. Enquanto o Emmy acontece depois de finalizadas as temporadas regulares das séries e, portanto, tem uma “visão” do conjunto da obra, o prêmio da imprensa estrangeira em Hollywood, acaba vindo em um período ingrato, em que as séries estão, em sua maioria, no meio de suas temporadas, deixando uma brecha muito grande do que pode acontecer até suas conclusões.

Pessoalmente, eu acho que essas premiações — todas elas — sofrem de um outro mal: falta de amplitude. Ao tentar apontar os melhores, essas listas tendem a, invariavelmente, trazer sempre os mesmos nomes, deixando pouco espaço para novidades. É como se uma série, por exemplo, ao alcançar um certo patamar, continuasse por ali por conta de sua “fama”, não importando sua queda de qualidade.

Essa seria uma explicação para a presença de Dexter na lista de Melhor Série — Drama. A quinta temporada, que foi encerrada nos Estados Unidos no último domingo, não merecia estar ali. Não foi um trabalho totalmente ruim, mas ficou muito aquém daquilo que todos nós, fãs do serial killer, sabemos que ela é capaz de fazer.

Ainda na lista de melhores dramas, podemos destacar outro fenômeno comum nessas premiações: o hype. Aparentemente, The Walking Dead se beneficiou dele para figurar entre as melhores do ano. Novamente, não posso afirmar que a série foi uma total perda de tempo, mas ela está ocupando, pelo simples fato de estar em evidência, o lugar de séries que possuem muito mais qualidades, como o caso das esquecidas e ótimas Breaking Bad Fringe.

Se bem que, deixar os zumbis de fora seria pedir demais de uma premiação que já esnobou duas habitués: True Blood e Lost. A série de vampiros transformou sua terceira temporada em uma piada de mal gosto e foi merecidamente deixada de fora. Já Lost, que sempre esteve indicada em alguma categoria, simplesmente passou em branco dessa vez, mesmo sendo sua última oportunidade de ganhar alguma coisa. Parece que o pessoal da imprensa estrangeira também não gostou muito daquele final…

Do lado das comédias, foi uma grata surpresa ver a presença da novata The Big C na lista. Por outro lado, a injustiçada e subestimada Community ainda terá que assistir a festa pela TV, já que os votantes parecem que tem preconceito com o tipo de humor debochado da série. Enquanto isso, Glee — outro exemplo do hype que contamina a tudo e a todos — recebeu 5 indicações — algumas delas (Matthew Morrison e Lea Michele) bem questionáveis por sinal.

E por falar em atores, digo sem medo que as categorias de protagonistas de drama foram as mais justas neste ano. Ou quase isso. Na lista de Melhor Ator — Drama, não acredito que nenhum dos 5 escolhidos — Steve Buscemi, Bryan Cranston, Michael C Hall, Jon Hamm e Hugh Laurie — não mereciam estar ali. Da mesma forma, na categoria de Melhor Atriz — Drama, todas estão em seus devidos lugares, exceto, claro, pela presença inusitada de Piper Perabo.

As indicações de atores cômicos, porém, não foram tão felizes assim. Afinal, uma lista com o já citado Matthew Morrison e Thomas Jane, não me parece muito justa. O mesmo acontece com a presença de Lea Michelle, também citada antes, na categoria de Melhor Atriz Comédia.

Agora, se tem uma lista que sempre será criticada com veemência pelos fãs de séries, é a lista de coadjuvantes, que sempre ignora por completo o fantástico trabalho que o grande John Noble faz em Fringe. É difícil entender como ele pode ficar de fora de qualquer lista. Chega a ser revoltante ver o nome do engraçadinho (mas ordinário?) Scott Caan por ali, “roubando” o lugar de Noble. Na verdade, para ser justo mesmo, o Globo de Ouro deveria ir direto para mão do intérprete do Dr Walter Bishop.

E por falar em revolta, melhor nem comentar a inclusão de Julia Stiles na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante… Aliás, a única coisa interessante dessa categoria é a presença de Jane Lynch e Sofia Vergara. Afinal, a vitória de uma ou de outra poderá reacender a discussão que rolou semanas atrás. É esperar para ver.

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