Jessica Jones 1×05 — AKA The Sandwich Saved Me

Afinal, Jessica Jones é mesmo uma heroína? AKA The Sandwich Saved Me trabalha em cima desta questão.

Acha que por ter essas habilidades é uma heroína? Já vi heróis. Você não chega nem perto.” — SIMPSON, Will

Diante de qualquer adaptação de história em quadrinhos, já se presume que será mais fácil entender a projeção para a TV aquele fã que já teve algum contato com tal herói pelas páginas de jornais escritas e desenhadas por mestres da nona arte. Bem, isso não se aplica ao público de Jessica Jones.

Ao mesmo tempo em que faz inúmeras referências a Alias (a abertura com os traços clássicos das capas da coleção, o uniforme mostrado por Trish ou a criança vestida de Capitão América correndo por Hell’s Kitchen), a nova série da parceria Marvel/Netflix se distancia cada vez mais da obra de Brian Michael Bendis e se aproxima do Universo Cinematográfico da Marvel. Isso já era esperado, mas tantas mudanças vão, consequentemente, alterar o rumo das coisas. Os raríssimos fãs da versão feminina do Hancock estão totalmente no escuro. Tudo pode acontecer daqui pra frente.

Quem está conhecendo Jones pela série já possui informações necessárias para formar uma opinião sobre ela, principalmente depois do esclarecedor AKA The Sandwich Saved Me, um episódio construído nos mesmos moldes de Nelson vs. Murdock, de sua série irmã mais velha.

A amizade entre Jessica e Trish Walker também ganha espaço na trama, mas o foco é a vontade de Trish de fazer a diferença, se auto proteger, deixar o passado de Patsy para trás e blá blá blá. Cansa e cansa muito. Em contrapartida, Will Simpson se firma no elenco regular e traz à tona, por meio da frase destaque do post, um tópico chave para a dinâmica proposta.

Sofrendo uma forte pressão psicológica, Jessica Jones é difícil de digerir, o que acaba sendo uma ironia enorme visto que compramos super-heróis extraordinários com maior facilidade. “Eu não tenho aquela coisa. Aquela coisa que inspira as pessoas” disse Jessica na Edição #05 de Alias. Pois é, também não tem na série; o que configura um acerto dos produtores, visto que a intenção sempre foi sair do convencional… pena que a adaptação só tenha êxito nisso às vezes, principalmente quando coloca sua protagonista densa em contato com Kilgrave.

Destaque absoluto, o vilão interpretado pelo brilhante David Tennant rouba os holofotes diretamente ou indiretamente. Sua presença é fortíssima mesmo quando é apenas citado por outras personagens. Mas ainda há esperança para quem espera ver a protagonista tomando as rédeas do enredo e o nome dela é Malcolm. O viciado pode representar não só a redenção de Jessica como também a da série, caso o arco iniciado nos últimos minutos do episódio traga consequências concretas.

A conclusão também teve outro diferencial: seja pelas sempre rápidas aparições do vilão ou pelos flashbacks fragmentados, o roteiro ainda não tinha explicitado os fatores de risco, possibilitando assim uma dificuldade do público em se aproximar da história contada. Agora, Jessica Jones tem tudo pra engatar após Jessica entrar de vez no jogo de Kilgrave. Game On!

Depois assistir à AKA The Sandwich Saved Me, que é um dos mais fiéis e ao mesmo tempo também o mais diferente dos quadrinhos, a pergunta que ficou foi a seguinte: Tudo o que Jessica Jones foi nas HQ’s: é o que também foi no passado na série, é o que ela descartou ser durante o diálogo com Trish ou é o que ela se tornará mais pela frente? Teorizem!

Curiosidade

Lembram do flashback que mostrou o primeiro encontro entre Jessica e Kilgrave? Na Edição #25 — Névoa Púrpura de Alias, há um quadrinho bem parecido com a cena, mas, na história, Kilgrave quer saber o nome real de Jessica e não o de heroína:

Vale parabenizar mais uma vez a Marvel pelo incrível trabalho que vem fazendo ao construir um Universo coerente onde várias figuras marcantes coexistem.

Dê uma nota ao episódio, e comente o que está achando da segunda série do melhor contrato assinado nos últimos anos, segundo os Nerds. Até a próxima crítica!

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