Kathy Reichs: A “Bones” da vida real

Essa semana, na The Box Is On The Table, vamos voltar ao típico feijão com arroz acompanhado de muita ossada. E não! Não iremos falar sobre os livros de receitas da Ana Maria Braga que ensina até como deixar água fervida no ponto, mas sim da saga de investigação forense escrita pela antropóloga Kathy Reichs, ou como também podemos chamá-la: Temperance Brennan, o pseudônimo da escritora.

Kathy Reichs é uma antropóloga forense dos EUA que ficou bastante famosa depois de ter criado os romances policiais encabeçados pela sua singular personagem Temperance Brennan.

Nascida no estado de Chicago, em 1950, Kathy já era conhecida mundialmente devido, principalmente, ao incrível talento que possui na profissão, mas que ganhou verdadeira notoriedade na mídia após transpor suas histórias investigativas para a literatura, até que essas, anos depois foram adaptadas para uma série de TV da Fox: Bones.

O primeiro deles, Déjà Dead, publicado em 1997 fez um estrondoso sucesso, tanto que foi traduzido para mais de vinte línguas e ainda abocanhou um prêmio de grande prestígio, o Arthur Ellis Award na categoria ‘Melhor Primeiro Romance’. Desde então, Kathy se viu na obrigação de dar continuidade à história de Temperance Brennan e, em meados de 2005, a emissora Fox surgiu com a proposta de criar uma série de TV baseada na personagem dos livros.

O seriado Bones nos leva para o mundo da investigação forense como nenhum outro show já fez. Protagonizado pela talentosíssima Emily Deschanel, Bones é uma mescla de drama investigativo com pitadas de humor ácido além, é claro, do romance que geralmente se faz presente. A personagem principal, Dra Temperance Diasse “Bones” Brennan, que leva o mesmo nome da criada pela Kathy, é uma antropóloga forense que trabalha no Instituto Jeffersonian em Washington, onde investiga os casos criminais requisitados pelo FBI, nos quais há sempre o envolvimento dos ossos das vítimas.

Com uma personalidade bastante científica, e que por isso extremamente racional, a Dra Brennan sabe muito bem o que faz quando o assunto é esqueleto, porém, é um completo fiasco no que diz respeito a relacionamentos sociais. E é aí que encontramos o diferencial de Bones, afinal a característica anti-social-lógica da protagonista é o ponto alto no quesito comédia da série, além de nos proporcionar praticamente uma aula de perícia a cada episódio… coisa que nem CSI faz melhor.

Uma curiosidade entre o real e o fictício é que na série a Brennan também é autora de um best-seller, no qual tem como protagonista a antropóloga forense Kathy Reichs (nome da criadora da própria personagem, se você não tiver percebido =P), ou seja, os papéis foram invertidos na mudança do formato. Legal, não?

O único livro da Kathy Reichs traduzido para o português é Segunda-feira de Luto (Monday Morning), sétima obra da saga da autora. Nessa história, a Dra Temperance Brennan é colocada em uma investigação na cidade de Montreal, no Canadá, em plena estação de inverno, quando ela se depara diante de três esqueletos no porão de uma pizzaria.

A Brennan dos livros se diferencia um pouco da nossa Bones da série. Talvez porque a sua personalidade altamente racional perde bastante espaço na personagem, fazendo com que conheçamos uma Dra Temperance bem mais “humana”, diria eu.

Os personagens secundários também não são os mesmos. Em Segunda-feira de Luto, a Brennan mantém um relacionamento estável com o policial da cidade de Montreal, Ryan, além de ter uma filha de um casamento ruim do seu passado.

Os seus parceiros na investigação são o irredutível policial Claude e o notório policial Michel. Brennan e Claude não se dão nada bem e sempre estão em desacordo no decorrer do densevolvimento da trama, até que a Dra Temperece prova ao policial que estava certa quando descobre que os três corpos encontrados no porão foram deixados naquele estado há pouco tempo, teoria inicialmente descartada por ele.

No livro, ainda conhecemos a amiga recém-divorciada da Dra Temperance, Anna, a qual se junta na investigação dos três esqueletos. É com ela e Brennan juntas que o humor flui deliciosamente como vemos em Bones. Os diálogos marcantes, as frases ácidas e todos esses artifícios que vemos no roteiro da série também aparecem no livro. Outro ponto a se destacar são as minuciosas (até demais) explicações científicas no folhear das páginas, algo que não foi muito bem feito pela editora, mas nada que atrapalhe o decorrer da narrativa.

Segunda-feira de Luto é um ótimo romance policial que termina com um final surpreendente (que por isso não irei contá-lo, lóóógico). E para quem é fã de Bones, assim como eu, a obra é um prato cheio de referências a nossa excelente personagem principal. Eu não perderei mais tempo e já estou atrás dos outros livros da Kathy Reichs que, infelizmente, não foram traduzidos, mas se você faz Fisk, eu super aprovo a iniciativa.

Por isso, não deixem de ler a minha dica cultura master da semana, hein? Até a próxima!

Sobre o Autor

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Confira o que achamos da versão ilustrada de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban em português.

Wanessa tá de clipe novo. E o clipe define o que "é ruim mas é bom".

The Handmaid's Tale voltou!!! O que rola de novo nesta temporada? Descubra mas SEM SPOILER!

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!