King & Maxwell: Uma outra forma de investigar

Com um nome genérico e uma abertura simplista, o canal TNT lançou King & Maxwell. E pelo que parece a estreia — que foi bem na audiência — traz uma série policial diferente, mas não tão distante de algo que já foi visto antes.

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A trama é baseada nos livros do escritor David Baldacci, em que os protagonistas, Michelle Maxwell e Sean King, se tornam investigadores particulares após deixarem de trabalhar para o Serviço Secreto norte-americano.

Michelle é interpretada pela linda Rebecca Romijn — de Ugly Betty, mais conhecida por dar vida à Mística nos três primeiros longas de X-Men — é a metade interessante e pensante da dupla. Logo no início do piloto ela faz aquelas perguntas que poucos questionariam na hora de tentar entender e solucionar um crime.

Já Sean é vivido por Jon Tenney (The Closer, Brothers & Sisters) e é quem mais age dos dois. A interpretação de Jon é bem clichê, suas falas e gestos são bastante batidos. Mas isso não influencia no andamento da história, apenas provoca uma sensação de dèjá vu. O piloto não mostra uma química tão forte entre o casal profissionalmente, talvez seja porque eles estejam juntos há pouco mais de um ano, e por isso eu não descartaria a possibilidade de um romance mais pra frente.

Além disso, há também dois agentes do FBI que, pelo que parece, irão cruzar bastante o caminho de K&M, interpretados por Michael O’Keefe (Rigby) e Chris Butler (Carter).

Com um caso por episódio, o desenvolvimento das tramas pessoais dos ex-agentes secretos deverá ser feito aos poucos, sendo mostradas algumas passagens — atuais ou do passado, já que ainda não foi explicado o porquê de Michelle ter deixado o Serviço Secreto — da vida de cada um à medida que eles buscarem as respostas para os crimes a serem solucionados.

Um desses crimes, apresentado no piloto, envolve um amigo íntimo de Sean. A dupla então começa a investigação para solucioná-lo, mas os métodos dos detetives não são aqueles convencionais, como entrar na cena do crime com seu crachá pra analisar as provas. Os artifícios são mais incomuns, como invasões de áreas fechadas pelo FBI e até chantagem.

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Visualmente, King & Maxwell é bonita, bem feita. O texto também não deixa a desejar, tem aquelas mesmas “sacadas” de outras séries do gênero, mas não passa a impressão que será um fenômeno. O ponto positivo é que ela sai dos padrões dos shows com temática investigativa, desvia de uma linearidade óbvia, sai dos laboratórios de perícia e vai pra rua. Prova disso é que até presos Michelle e Sean vão.

A nova aposta do TNT pras noites de segunda é um bom passatempo, já que parece não forçar o espectador a assisti-la assiduamente, como acontece com outras por meio de suas tramas complexas e intensas.

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