Live from Studio 60 On The Sunset Strip

Hoje vamos relembrar a inesquecível Studio 60 On The Sunset Strip, uma obra-prima produzida para a TV. Criada e roteirizada por Aaron Sorkin (The West Wing, The Newsroom e o filme A Rede Social), e exibida entre os anos de 2006 e 2007, a trama durou apenas uma temporada, com 22 episódios.

Teorias sobre por que uma a série durou tão pouco são muitas, como a baixa audiência. Entretanto, a mais aceita é o fato de Studio 60 ser exibido pela NBC, que não soube aceitar muito bem as críticas feitas pelo programa à TV aberta americana, da qual ela faz parte.

studio60cast

Bom, a história da série girava em torno do dia a dia de uma dupla de roteiristas de um clássico programa de humor americano. Lidando com situações básicas do cotidiano, como o recorrente bloqueio criativo, a pressão para escrever um programa inteiro em apenas uma semana, e também outras questões um pouco mais complexas, como lidar com as divergências morais, éticas, políticas e religiosas de toda uma nação ao escrever um programa de humor para a TV aberta.

A grande sacada — expressão clássica, mas necessária — do roteiro era apostar em ironias e críticas veladas ou explícitas, não tendo medo de tratar questões difíceis, como o excesso de moralismo e a mania de politicamente correto que assola toda a sociedade americana. Ao mostrar as questões e atribuições da vida de um roteirista de programa de humor, Aaron Sorkin não poupa suas críticas à sociedade americana e à própria televisão.

Claro que os méritos da série não se resumem à coragem de criticar a TV americana de forma tão explícita. Entre os outros requisitos essenciais para transformá-la em sucesso absoluto e lembrança eterna estão também os personagens. Que mesmo baseados em tipos já estereotipados (como o roteirista surtado, a estrela fútil, a chefe durona sem escrúpulos) nem por um momento se parecem com algo que já foi visto antes. Todos são tão bem construídos, que a identificação com pessoas que realmente existem é inevitável.

Como esquecer do incrível presidente da NBS Jack Rudolph? Personagem nada raso, que discutia a moral e o entretenimento rasteiro da TV aberta de forma crua e verdadeira. E, claro, a clássica dramédia, o texto rápido de Aaron Sorkin, e a câmera extremamente dinâmica e experimentadora, que deu um ritmo único à série, e transformou todos os episódios em peças únicas, itens de coleção.

PS: Então fica a dica para aqueles que ainda não assistiram à série: ASSISTAM. “Ah, mas a série já foi cancelada há tempos…” Não importa, ainda se mantém atual. Studio 60 é mais do que uma série ousada, uma série bem construída, cheia de momentos inesquecíveis, lindos, marcantes, que mostram tudo aquilo que a TV tem de bom e ruim. É engraçada, sarcástica, mas também é dura e verdadeira, como a vida. É, além de tudo, um exemplar único, que merece ser assistido e lembrado como um verdadeiro na história da TV. Apenas inesquecível.

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