Livros que NUNCA deveriam ter virado Séries de TV

Eu sei que você, querido e assíduo leitor, conta as horas para ler as minhas dicas/resenhas semanais de livros aqui no The Box Is On The Table.

Mas dessa vez, vamos em oposição ao post da semana retrasada e falar sobre livros que nunca deveriam ter virado séries de TV, afinal não adianta somente ir na livraria mais próxima, fazer um pífio roteiro para televisão e entregar para a primeira emissora que se arriscar a realizar seu projeto. E eu trouxe três, ou melhor, quatro séries inspiradas em livros que provam essa teoria.

Mas olha, nada de reclamar nos comentários. Os textos abaixo restringem-se às minhas humildes opniões e vocês conhecem aquele ditado, não?

Flashforward — Em 1999, um tal de Robert J. Sawyer imaginou como seria se toda a população desmaiasse por alguns minutos. E sem gastar mais tempo pensando, eis que ele desenvolve toda essa ideia no seu livro Flash forward, obra que conta a história de um evento científico que fez com que a população mundial ficasse desacordada por dois minutos e, além disso, vissem o seus respectivos futuros 21 anos a frente.

Em 2009, vimos a ABC comprar os direitos do livro de Robert para preparar aquela série de TV a qual todos chamariam de “nova Lost”. O resultado, como a maioria sabe, foi desastroso e não houve apagão comunitário que conseguisse salvar a coisa ruim que Flashforward foi.

A premissa era intrigante, original e, a princípio, até inteligente. Agora, sendo bem sincero, foi mais ou menos isso o que quase todos nós achamos do piloto da finada Flashforward, a série de TV. Pena que não imaginaríamos que depois daquele episódio tão bem feito, a qualidade iria seguir ladeira abaixo e alcançar o derradeiro cancelamento.

Eu, se me permitem o trocadilho infame, desisti nos 2 minutos e 17 segundos do quarto episódio devido ao sono que se instalava em meu corpo e, desde então, só continuaria a ver a tristeza que FF se tornou se os comentários fossem positivos… e eles não foram.

Pretty Little Liars — Fazer série teen baseada em livro virou moda, assim como no genêro vampírico (eu nem sei se essa palavra existe). Mas para tudo na vida, meu povo, tem de se ter bom senso e me parece que a ABC Family não possuiu nenhum pingo quando decidiu transformar a obra de Sarah Shepard, Pretty Little Liars, em série de TV.

O livro é tão ruim quanto a série (sim, eu li um pedaço, fiz o máximo que pude) e, pasmem, tem mais sete pela frente. A história é basicamente a mesma: quatro amigas se veem perseguidas por uma tal de “A” via SMS (ou por outras singulares maneiras), exatamente um ano após a melhor amiga delas, Alisson, desaparecer.

Eu não entendo como Pretty Little Liars, a série, conseguiu fazer tanto sucesso nos EUA (e por aqui também). A trama pode até parecer atrativa inicialmente, mas é muito mal desenvolvida e o elenco é péssimo.

Para quem curtiu a série das “Mentirosinhas”, saiba que em breve, o livro chegará em terras tupiniquins também, e o primeiro terá o nome Maldosas, o que achei uma total afronta devido ao sucesso do termo Mentirosinhas por aqui, mas enfim, essa eu passo longe!

Lipstick Jungle — Tudo bem, aqui a gente entende. Se Sex And The City fez um estrondoso sucesso e influenciou bastante a cultura americana, por que não dar continuidade a mais uma série sobre o mundo feminino também baseado no livro da Candace Bushnell? Se conseguirmos metade do sucesso que a primeira foi, o resto é lucro!

Ok, não foi exatamente assim que aconteceu (mas foi bem parecido), o fato é que, infelizmente, os produtores deram de cara com a parede e nem ao menos levantaram uma mísera poeira com a nova série.

Lipstick Jungle trazia o nome da criadora de sua “irmã mais velha” e talvez tenha sido por isso que ganou uma certa empatia aos olhos da NBC. Contudo, o TV show da Nico, Wendy e Victory, possuía muito pouco carisma, as histórias já haviam se tornado grandes clichês e, ainda por cima, o tema central — a mulher — era tratado com certa superficialidade.

Esta foi mais uma série que seguiu a onda de se basear no sucesso de outra, o que está mais do que provado que é uma proposta perigosa. Lipstick Jungle foi cancelada na sua segunda temporada e, desde então, ninguém mais se lembra da Selva de Batons.

Antes d’eu me despedir, quero dedicar menção honrosa (ou horrorosa) à brilhante Hellcats, a nova série da CW que também foi baseada em um livro intitulado Cheer: Inside the Secret World of College Cheerleaders, de Kate Torgovnick. E saibam que esta obra fez um grande sucesso lá nos EUA e é muito bem criticado, assim como a série de TV baseada nele, não é mesmo? (#NOT)

Até a próxima, cults!

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