LOST: 10 anos de uma revolução

Imagine que este vinho é o que você chama de inferno. Há outros nomes para isso. Malevolência. O mal. Escuridão. E está tudo aqui no fundo. Incapaz de sair, porque se conseguisse, se espalharia. A rolha é a ilha”. — JACOB

No dia 22 de setembro de 2004, caía em uma remota ilha do Pacífico, o voo 815 da Oceanic Airlines. A partir de então, a vida presente, passada e futura daqueles sobreviventes modificaria de modo definitivo a maneira de assistirmos televisão.

Estamos falando de LOST, a série de J.J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse, que contava a luta para sobreviver em uma ilha cercada de teorias e acontecimentos estranhos. Mas, LOST foi e é muito mais que uma história de mistérios. Durante seis temporadas, a série ensinou as demais e as futuras produções de como continuar viva na pauta de discussões mesmo depois que se terminava um episódio.

Tudo que vemos hoje nas séries de maiores sucessos devesse em muito ao que LOST propunha há 10 anos. Os roteiristas nos apresentaram as diversas possibilidades de contar aquelas narrativas por meio dos flashbacks, flashforwards e flash side-ways. Dessa forma, abria-se um leque de opções para que explorassem aqueles personagens e suas inúmeras histórias.

Lost Season 2

Talvez o grande legado de LOST foi tirar a televisão de nossas salas. A série não terminava ao fim dos episódios. Ela ganhava uma sobrevida nos milhares de grupos de discussões online, sites, blogs e, claro, nas mesas de boteco. Todo mundo estava falando de LOST. Todos nós queríamos saber o que significava aqueles números de loteria, a fumaça branca, a preta, a Iniciativa Dharma. Se Katie deveria ficar com Jack ou Sawyer, como que Locke voltou a andar, e de que lado ele estava. Enfim, se você não estivesse falando sobre LOST você estava com sérios problemas.

Nunca é tarde para começar a assisti-la. É uma história atemporal, com todos os seus méritos e defeitos, como qualquer série que ultrapassa o seu limite vital por diversas questões. Assistir LOST é um exercício de como lidar com as emoções. Por mais que chega um momento que você se sinta cansado e enganado por aquelas pessoas, que aquela história toda não vai ser bem explica na sua essência, você não consegue deixar de lado. É como se a ilha também exercesse um poder sobre você e, como Jack, você sente que precisa sempre voltar a ela.

Se o final decepcionou, se ficaram no ar diversas perguntas e mistérios não solucionados hoje já não importam mais. LOST não foi pensada para ser aquelas séries didáticas que entrega o bê a bá perfeito para quem a assiste. Seria impossível agradar um púbico que chegou a 24 milhões por episódio. Para cada teoria lançada no decorrer das temporadas, criava-se aqui fora mais 10 para explicá-la. Cada um de nós acompanhávamos uma história diferente baseado nos nossos “achismos”. Depois de LOST, nenhuma série conseguiu esse feito: multiplicar-se na imaginação dos fãs!

Passado quatro anos do seu final, “aceito” que LOST, assim como tudo que acontece em nossas vidas, vai na máxima de que nem sempre o final é o que mais importa e, sim, a trajetória que nos leva ao The End.

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