Mad Men 7×08 — Severance

Não, vai ser bem pior. Eu vou ser cliente de vocês. E detesto dizer, mas sou muito difícil de agradar!” — KOSGROVE, Ken.

Após um ano do excelente episódio, Waterloo, Mad Men retornou neste domingo para a segunda e última parte do seu show e Severance deu este ponta pé inicial de forma maestral.

O showrunner ,Matthew Weiner, é um homem de detalhes, e ao assinar este roteiro é nos detalhes que devemos nos ater para apreciarmos a obra como um todo.

Weiner vai aos poucos dando a nós, expectadores, dicas do que aconteceu nesta janela temporal de quase um ano da cronologia dramática entre os episódios, se em Waterllo vimos o dia que o homem pisou na lua, que ocorreu em Julho de 1969 e em Severance acompanhamos pela a Tv de Don o discurso do presidente Nixon sobre a retirada das tropas americanas no Vietnã em Abril de 1970.

Mad Men 7x08

E é neste período em que a SC&P se firmou como parte da McCann que Don Draper reascende e volta a rotina do velho Don Draper, solteirão (Cadê a Megan?), mulherengo, tirando cochilos durante o expediente e saindo som modelos que consegue nos testes de Publicidade (até sua antiga sala está de volta), sempre acompanhando de Roger Starling, que agora usa um avantajado bigode, evidenciando de vez a chegada dos anos 70.

Porém as decisões do showrunner são no mínimo interessantes, por assim dizer, ao nunca esquecer do seus, e o tema recorrente e natural da morte, que no episódio passado brilhantemente (e musicalmente) levou Brad Cooper, aqui de forma menos impactante levou Rachel Katz, com direito a uma ponta da atriz Maggie Siff, que na outrora primeira temporada era amante de Draper.

A direção de Scott Hornbacher também consegue ser eficiente em nos mostrar através dos figurinos a janela temporal entre um episódio e outro, bem como na passagem em que Don ao saber do falecimento de Rachel comparece ao Shiva. A sobriedade das roupas , da luz e até dos espelhos cobertos, tradição judaica, mostram o cuidado da produção para com o realismo.

Já na agencia, é interessante notarmos a evolução empresarial da Joan e como a mesma aponta a um dos seus clientes, a Topaz, como eles estão defasados com os seus pontos de distribuição dos produtos, porém Weiner em seu roteiro nos mostra que, apesar de todo este esforço, Joan é ainda vista como uma mulher objeto, como fica bem exemplificado na tensa entrevista dela e Peggy com os machistas e chauvinistas da McCann.

E o peso da mão da McCann se torna mais evidente quando Roger Starling de forma muita fria e indiferente demite o Ken Kosgrove.

Ken apesar de sumido durante as últimas temporadas é um personagem muito carismático e peculiar (mérito de seu interprete Aaron Staton ) que literalmente deu um olho pela agencia e apesar de toda a sua lealdade nunca foi reconhecido por isto, é Weiner dizendo para nós que negócios são negócios e ainda mais na década de 60 / 70 em que a meritocracia as avezas é tão valorizada. E o roteiro consegue ser brilhante com o elemento surpresa ao trazer Kosgrove de volta a SC&P agora como cliente. É olho por olho!

E você leitor, o que achou deste retorno final de Mad Men? Confiram abaixo a promo do próximo episódio.

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