Made in the A.M., o trabalho mais maduro do One Direction

Sem Zayn Malik, o One Direction apresenta seu melhor álbum até hoje.

O One Direction nunca foi conhecido por fazer grandes e memoráveis álbuns. Na verdade, seus maiores êxitos comerciais foram canções adolescentes chicletes e infantilizadas. Mas seu novo lançamento, Made in the A.M., é diferente, não tanto, mas ainda assim, diferente dos anteriores.

O primeiro sinal de crescimento é pelo fato de apenas três das dezessete canções não terem sido escritas por um dos integrantes, diferente dos anteriores onde poucas faixas eram escritas pelos integrantes. Seu antecessor, Four, lançado em 2014, já mostrava um ritmo diferente, mas Made in the A.M. consegue superar em tudo.

Hey Angel abre o álbum, mas é uma das piores músicas dele. Tem bons vocais e um ritmo bom para iniciar, mas a letra é ruim. As coisas só começam a melhorar com Drag Me Down, que foi uma boa escolha como primeiro single, ela soa muito melhor e tem uma letra melhor também.

one direction

Perfect (que provavelmente é sobre Taylor Swift) é a mais pop e também foi uma boa escolha como segundo single, pois realmente é uma das mais radiofônicas. Infinity é a primeira midtempo (não é uma balada, mas também não é agitada) tem uma letra ok, mas apenas ok, ela é esquecível em comparação com as outras.

End of the Day soa bem estranha, não só na primeira ouvida, porque o ritmo dela muda completamente no refrão, parece duas músicas diferentes que foram colocadas juntas. If I Could Fly é um destaque, é uma boa balada, a letra é boa e o ritmo é simples, talvez seja a melhor balada do álbum.

Long Way Down também é uma boa balada e o ritmo é bastante maduro, mas é bem filler, não apresenta nada novo. Never Enough é filler também, mas é uma das melhores fillers do álbum, com uma letra boba e um ritmo animado que soam bem juntos.

Olivia é engraçadinha, é uma declaração à uma garota que ainda trás um verso alterado de Pure Imagination, da versão clássica de A Fantástica Fabrica de Chocolate. O que me fez perguntar se o publico deles entenderia a referencia…

What a Feeling, que não é um cover da música de Flash Dance, é ótima, com um ritmo legal e letra simples, que soa bem. É um destaque pois é uma das mais diferentes do ritmo que eles vinham fazendo antes.

Love You Goodbye é descartável, você provavelmente nem vai lembrar que ela estava ali quando terminar de ouvir. I Want to Write You a Song da aquela impressão de “já ouvi isso antes” e tem um ritmo que parece canção de ninar que não muda. É boa, mas se tivesse mais que seus três minutos, daria sono.

History fecha a versão padrão, é uma das melhores e, segundo Niall Horan, alguns fãs participaram da gravação do refrão. É a forma deles dizerem que esse hiatus não é o fim do grupo, soa como um “até logo”. Mas será mesmo?

Temporary Fix soa como No Control, presente no álbum anterior, é exatamente o mesmo ritmo. Walking in the Wind e Wolves são boas demais para serem só faixas bônus, mereciam ter mais destaque e estar na versão padrão.

A.M. trás a frase que da nome ao álbum, e assim como as duas anteriores também merecia um espaço na versão padrão. Tem uma letra e ritmo tristes, mas é uma das melhores e cumpre bem a tarefa de fechar a versão deluxe.

Made in the A.M. é mais adulto, ainda há traços adolescentes aqui e ali, mas no final o álbum não é tão radiofônico ou eletrônico e infantilizado quanto os anteriores. Podemos ouvir instrumentos de verdade e como os vocais de todos eles melhoraram muito, e podemos ter certeza que mesmo Zayn tendo uma boa voz, ele realmente não faz falta, tanto que sem ele o One Direction entregou seu melhor trabalho até agora. Não sei se eles vão voltar depois dessa pausa, mas se algo que pelo menos mantenha o nível desse vier daqui a um ano, será bem vindo.

Ouça Made in the A.M. completo abaixo:

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