Magnífica 70 1×07 — Episódio 07

Magnífica 70 apresenta seu melhor episódio com reviravoltas e verdades sendo reveladas.

Uma bosta! Parece cinema francês.” JORGINHO.

Chegamos literalmente na metade desta temporada de Magnífica 70 que se mostra uma obra deliciosamente paradoxal, pois ao mesmo tempo em que se torna uma verdadeira aula sobre a historia do cinema nacional — que exaltarei pela sua construção histórica — peca nas relações interpessoais trincadas de seus personagens que hora avança, hora retrocede.

Com direção solo de Caroline Jabor,o Episódio 7 trouxe um avanço de ações nas relações interpessoais de seus personagens dentro de seus universos e psicologias.

Magnifca 70 1x07

A fim de ter o controle da produção e distribuição de Minha Cunhada É de Morte, Larsen contrata um detetive para espionar seu diretor, Vicente. Apesar de não achar Larsen um dos personagens mais carismáticos — longe disso — sua atitude é sim compreensível. Reparem leitor, que produzir cinema é um negócio de risco e como bem explica o historiador Sidney Ferreira Leite, em seu livro Cinema Brasileiro: Das Origens a Retomada, as produções cinematográficas na Boca do Lixo eram feitas com financiamento privado, e o sucesso dos filmes nas bilheterias eram fundamentais para a produção de novos filmes, afinal Minha Cunhada é de Morte só foi possível porque A Devassa da Estudante foi um sucesso.

É interessante também notarmos que Vicente realmente deixou-se levar pelo mundo do cinema e com a afirmação de seu personagem no episódio anterior, ele esta agora mais para um diretor do que para um censor, deixando isso bem em evidencia ao se esforçar e também confrontar Manolo — e Larsen por paralelo — ao deixar seu filme com aspectos de filme de autor, bebendo diretamente das influencias da Nouvelle Vague Francesa.

Estes aspectos e embates entre produtor e diretor enriquecem a trama de Magnifica 70, pois como quadro histórico mostra o dia-a-dia de uma produção cinematográfica no auge da efervescência da Boca do Lixo, além de apresentar um desenvolvimento mais sólido e chamam-me mais a atenção do que as relações amorosas que a serie nos traz.

Alguns diálogos, e por conseqüência as relações, mostram-se engessado e pouco natural, principalmente na cena em que Dora confessa todo o esquema de roubo a Vicente, momento este que serviria para legitimar o romance entre seus protagonistas ao mostrarem quem realmente são, sai como um tiro no pé pela forma abrupta com que foi feito, trazendo uma misancene trincada.

Porém o roteiro acerta ao tirar as máscaras de seus personagens, revelando seus segredos, sejam através de confissões como foi o caso de Dora, ou pela investigação como foi o caso de Vicente, trazendo para Larsen uma vantagem ao descobrir que seu diretor é da Censura Federal Brasileira.

O destaque deve-se mesmo a interação de Dário, o ator Pierre Baitele, que estava meio apagado na trama, com Helena, Julia Inanina, que acaba culminando no assassinato desta última, evidenciando o ciúme e a obsessão de Dário pela irmã, o que volta os olhos da policia a Produtora Magnífica.

Este se torna até aqui o melhor episódio de Magnífica 70, que mesmo entre as inconstâncias no ritmo de roteiro trás uma interessante reviravolta com um gosto de quero mais.

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