Mariana, Minas Gerais

Depois de um dia inteiro caminhando, apaguei na cama. Deixei a Helena ter uma noite péssima, pois dominei a coberta e deixei ela sozinha ouvindo o pagodaço que rolava no vizinho ao lado do hostel.

Acordamos com a porra dos sinos de Ouro Preto. Me senti dentro de Notre Dame por uns minutos. Helena recebeu tudo muito pior que eu, afinal ela dormiu apenas às quatro da manhã. Mas, enfim, né?

No outro dia, que já era domingo dia 12, decidimos fazer uma pequena viagem de ônibus até a cidade de Mariana. Como a preguiça imperava, chamamos um taxi para nos cobrar 10 reais por uma viagem de 2 minutos. Fazer o que se a gente é ryyyyyyyyyyycaaaaaaaaaa?!! O que vale é acreditar.

Fomos pra rodô, comemos pão de queijo acreditando que era o autêntico mineiro, e não um desses congelados da Dona Benta que a gente compra no Carrefour. Apaga que a gente tava na rodoviária. Isso é detalhe. Daí veio o tal busão que passa de meia em meia hora.

A viagem foi suave. Mariana parece ser uma cidade maior e menos charmosa do que Ouro Preto. Isso até que se chega ao centro da cidade que, no final das contas, é igual a Ouro Preto na arquitetura. O tal barroco mineiro. É bonito, singelinho. Vale a pena ver.

O caminho pelo centro turístico é curto. Paramos para pedir informação no posto onde o busão deixou a gente. O atendente nos encaminhou até a Creide. A Creide trabalha no Centro Turistico que fica na primeira rua, a esquerda. Assim disse o atendente. E eu fui achando que era só subir a rua e virar à esquerda, mas não. O nome da rua é que é Esquerda. rs

Meu nariz já sangrava de tanta secura. Pegamos mapas e papel higiênico. Seguimos. Visitamos uma pracinha, visitamos umas igrejas… Depois seguimos junto à Igreja dos Clérigos, que te uma história muito sofrida. Segunda lendas, a Igreja que foi a primeira de Mariana acabou sendo a última a ser construída pois os escravos morriam de medo do que viam quando estavam trabalhando.

Acontece que a Igreja fica no topo de um monte e era usado um material de cor vermelha para sua construção. Na verdade de cor marrom. Quando chovia, a água da chuva escorria vermelha entre as pedras. Os escravos acreditavam que estava chovendo sangue. Esses eram bons em arrumar desculpas, heim?

Daí que anos de preguiça depois e a Igreja ficou pronta. Daí um padre tarado que trabalhava nela foi assassinado. Há uma espécie de regra quando um crime acontece em uma igreja. Ela fica fechada de 60 a 80 anos. Um truque do vaticano para que as gerações se esqueçam do tal assassinato e que ele vire uma lenda.

Enfim, os tais anos se passaram e a igreja acabou virando locação da minissérie da globo, A Santa do Pau Oco.

O guia da igreja dá um show de explicação. E nem cobra nada. Fica a seu critério e educação pagar. As histórias que ele me contou rendiam roteiros incríveis!

Descemos da igreja para a cidade. Já não havia o que ver. Paramos para comer, pegamos o busão e voltamos para Ouro Preto. Tivemos um almoço típico mineiro num restaurante chiquérrimo. De lá seguimos ladeira acima para ver algumas igrejinhas que faltavam, enquanto pausávamos para um cigarro ou outro.

Visitamos o horto dos contos e ao final dele visitamos um evento de circo. De lá subimos de volta ao centro, parando de vez em quando para cerveja e água. Já estava cansado, então voltamos ao hostel. E foi isso! Passeio super bonzinho.

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