Marketing, Livros e Garotas Gilmore

O marketing é uma coisa deliciosa, vocês sabiam disso? E quando eu falo em marketing, eu não me refiro apenas aos comerciais televisivos ou impressos, mas como essa forma de abrangência do objeto em questão se desenvolveu e só fez aumentar nosso fanatismo por determinados produtos.

Tenhamos como exemplo uma banda de música de sucesso. Não, melhor, usaremos a dupla Sandy & Junior no auge das suas carreiras para explicar de um modo mais aprofundado aonde estou querendo chegar.

Eles vieram somente para cantar, fazer coreografias que você decorava para dançar na festinha do bairro e aparecer no Domigão do Faustão. Mas aí, como se não bastasse, as mentes por trás desses dois achavam que só essas três coisinhas básicas aí de cima não eram o bastante… eles tinham que estar em TODOS OS LUGARES!

E foi aí que vimos a divisão das águas do mundo do marketing. (OOOOOOOHHHH!)

Sandy & Júnior estavam em lancheiras, estojos, roupas, sapatos, calcinhas, video-games, biografias não autorizadas e, pasmem, até seriado na Globo. Não importa o local que olhávamos, lá estariam Sandy & Júnior, em presença ou não.

Agora não pense você, que está aí se arrepiando de nostalgia, que o assunto de hoje é sobre Sandy & Júnior e como eles mudaram o jeito de fazer música (-not) e comercial. Como eu falei, o objetivo à princípio era mostrar como as formas de extra-entretenimento surgiram, já que é nesse material o nosso foco na The Box Is On The Table toda eclética da semana.

E para entrar de cabeça nessa onda do plus-TV, vamos fazer uma viagem para a terra do café, lar das duas garotas favoritas pelos viciados em série (ao menos aqui do Box): Stars Hollow, ou cidadezinha das Gilmore Girls.

Gilmore Girls era tão legal, tão gostosinha, tão divertida, que só aparecer na TV não foi o bastante para os produtores e roteiristas. A série, que contava o dia-a-dia de Lorelai e Rory Gilmore (mãe e filha, respectivamente, para quem não sabe), estreou em 2000 e fechou sua última temporada em 2007, deixando muitos fãs órfãos de um TV show com aquela excelente essência — algo que não vimos mais de lá para cá.

Por isso, é nessa hora que agradecemos a Sandy & Júnior pelas idéias de se abranger um formato, afinal, Gilmore Girls também se jogou no além-televisão e deixou alguns produtos bem bacanas para os aficcionados nas tagarelas, como 4 livros baseados em suas duas primeiras temporadas.

Esses livros, escritos pelos próprios roteiristas da série de TV e até mesmo pela criadora Amy Sherman-Palladino, funcionam como um diário da Rory, pois tudo mostrado neles é a partir do seu ponto de vista. Então, se você a julgava por certas decisões que ela tomava, eu indico a leitura, afinal, somente se pondo no lugar da personagem para entender suas ações, não é mesmo? (acho que vou registrar essa frase!)

No primeiro deles, Like Mother, Like Daughter, Rory nos conta ainda mais sobre seu relacionamento com Lorelai (lembram de uma briga feia delas duas? Pois é), sobre gostar do Dean e como isso afetou na sua decisão de ir para Chilton. Esse livro (escrito pela roteirista Catherine Clark), basicamente, se faz nos dez primeiros episódios da primeira temporada de Gilmore Girls.

Na sequência vem I Love You, You Idiot!, no qual o foco é na própria Rory e nos seus conflitos adolescentes, como quando ela terminou com o Dean, deixando-o em uma situação constrangedora aos olhos dos moradores da cidade e mais discussões de mãe e filha Gilmore. Esse livro encerra o arco de história da primeira temporada e foi escrito pela Cathy East Dubowski.

Por fim, chegamos aos dois últimos, I Do, Don’t I? e The Other Side Of Summer: o primeiro conta como Rory se sentiu quando Lorelai decidiu se casar com seu professor de Inglês e o início do verão bastante atarefado. O outro é principalmente sobre sua chegada a nova escola e os novos amigos que acabam a colocando em alguns problemas, além de falar sobre a chegada do sobrinho do Luke, Jess, a Stars Hollow.

Infelizmente, os quatro livros de Gilmore Girls não possuem tradução para português, ou seja, se você não manja, tá na hora de fazer um Fisk, como diz a Diva, e se jogar no material bônus dos seriados de televisão.

Caso você não possa ser bilíngüe no momento, eu ainda trouxe uma listinha especial dos livros que a Rory sonhava em possuir:

A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath

A Room of One’s Own, de Virginia Woolf

Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain

The Portable Dorothy Parker, de Dorothy Parker

The Group, de Mary McCarthy

A Metamorfose, de Franz Kafka

The Fountainhead, de Ayn Rand (esse aqui tem em One Tree Hill também… just saying)

The Unabridged Journals of Sylvia Plath

The Art of Eating, de M.F.K. Fisher

Ulisses, de James Joyce

Anna Karenina, de Leo Tolstoy

O Livro dos Insultos, de H.L. Mencken

E o tão sonhado…

Dicionário Compacto de Inglês Oxford (eu nem sabia que eu tinha)

Gilmore Girls ainda trazia várias citações de livros espalhadas pelas falas dos personagens ao longo dos episódios, especialmente a Rory. Já se falou em Moby Dick de Mellville, Harry Potter, Please Kill Me e até Carta a um jovem poeta.

Eita! Isso que eu chamo de abrangência.

E antes de terminar essa coluna faladeira, devo lembrar que Gilmore Girls deixou também uma trilha sonora oficial, da qual nossa amiga Suzi já falou na Jukebox. Além disso, não deixe de conferir a super cool Caixa Preta dessa semana com mais curiosidades sobre as Gilmore Girls.

Até a próxima, cults!

Nota: agradecimentos ao site Gilmore Girls BR.

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