Marvel’s Daredevil 1×03 — Rabbit in a Snow Storm

Tenho me preocupado ultimamente com questões de moralidade, de certo e errado, de bom e mau. Às vezes, a separação entre elas é uma linha tênue. Às vezes, é borrada, e com frequência parece pornografia. Você sabe quando vê.” — MURDOCK, Matthew

Dando uma pesquisada por aí é fácil notar que a novata Marvel’s Daredevil tem surpreendido positivamente as pessoas sem, até então, nenhum interesse no Universo Marvel ou especificamente no Demolidor. Nós avisamos.

Matt Murdock e seu amigo Foggy Nelson são procurados por Wesley (Toby Leonard Moore) para defenderem John Healy (Alex Morf), que cruelmente matou um ricaço no Boliche por “legítima defesa” — os telespectadores já sabem que John não é inocente pois no início do episódio nos é mostrado o que realmente aconteceu. E se não tivessem mostrado? Seria interessante não saber e ir descobrindo junto com Murdock. O bandido tem ligação com o chefe de Wesley e por isso, ganha cortesias para tentar se safar de mais uma. Matt e Foggy foram escolhidos pois não possuem um passado sujo, são acima de qualquer suspeita.

Atraído por sua própria ambição, Foggy se interessa logo de cara pelo caso. Mas desanima ao ser posto frente a frente ao assassino. A culpa do mesmo é nítida. Contrariando o amigo, Matt decide que eles irão ficar com a causa. Ele se aproxima de uma peça, para chegar ao jogador. Isso segundo nossa interpretação™. O primeiro e principal preceito de Marvel’s Daredevil é: pense enquanto assiste, nada lhe será entregue facilmente e sem uma razão. Se você simplesmente assistir por assistir, você ainda vai achar a série fantástica. Mas se assistir e prestar atenção aos detalhes, vai acha-la ainda mais fantástica porque ela é muito bem escrita. Nem um pouco didática. O drama do Demolidor propõe uma certa interação com quem assiste, como por exemplo quando efeitos explicam as habilidades do protagonista interpretado por Charlie Cox.

Karen Page revive seu drama envolvendo a Union Allied. A empresa lhe oferece uma segunda chance, com claras condições: esquecer o passado e não dizer mais o que sabe para ninguém. Ela se nega e até procura a ex-mulher de Daniel Fisher, morto por sua causa. Pela primeira vez, Karen demonstra um pouco de personalidade ao procurar um jornalista e tentar reacender o escândalo. Mas ainda é totalmente aquele estereótipo de Mocinha de novela.

No julgamento de John, Matt Murdock faz um excelente discurso (parte dele está no cabeçalho). Sua vida dupla fica mais evidente nesse episódio, ao mostrá-lo atuando em sua área de formação e pouco depois, como O Demolidor. As cenas de ação dessa vez foram mais pesadas, principalmente a última, justificando a Recomendação para Maiores de 18 anos no Brasil.

Marvel’s Daredevil tem feito roteiros individuais. Uma história começa e termina em cerca de 50 minutos, impossibilitando uma continuidade inteligente. Ainda não vimos aquela trama que acaba num momento eletrizante e te deixa impaciente pra ver o próximo episódio. Analisando individualmente, Rabbit in a Snow Storm é ótimo. Sob um olhar mais amplo, é inferior aos dois primeiros.

Com a revelação do Rei do Crime ou Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) nos últimos segundos, o clima por hora cansativo deve ser extinto por completo.

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