MasterChef Brasil: O voo certeiro da Fênix Obesinha

Mesmo com uma final arrastada e previsível, o MasterChef Brasil consagrou-se como o melhor reality brasileiro de 2015.

Parou tudo!

Antes que os politicamente corretos venham xingar, Fênix Obesinha foi o apelido que Izabel escolheu para si própria durante o MasterChef Brasil, ok?! E sem mais delongas, como foi o último programa, foi ela também que saiu vitoriosa da melhor temporada de um reality culinário feito no país.

Muito se falou dessa final: vazamento de informações, se o programa seria ao vivo ou não, porque Jiang não estava na final, qual o vestido que Ana Paula Padrão usaria, qual o sentido da Ana Paula no programa… E por aí foi. O fato é que se tem um culpado e um vitorioso nessa história toda é a própria Band.

Give it to me, I'm worth it / Baby, I'm worth it/ Uh huh I'm worth it/ Gimme, gimme, I'm worth it

Pelo lado positivo, a emissora soube escolher um elenco muito equilibrado, que de cara sentíamos amor ou ódio, separávamos os bons dos maus, os lindos dos feios e, claro, quem sabia de quem não sabia cozinhar. Sem contar que o programa caiu nas graças das redes sociais e a emissora sabiamente soube muito bem tirar proveito disso. Dialogou a temporada inteira com aqueles que devam uma sobrevida ao programa no decorrer da semana.

Talvez o grande problema do programa foi ter ele sido gravado todo com bastante antecipação. As consequências dessa logística vieram logo de cara, quando um jornalista soltou qual a dupla de competidores estaria na final e logo depois quem seria o grande vencedor. Culpar o jornalista? Acho que não. Estava fazendo o trabalho dele. A grande culpada é a Band. Em tempos de grandes ofertas para a compra de informações e furos jornalísticos é praticamente impossível segurar um resultado por dois meses ou mais.

Lanche para a plateia by Bella Gil!

Outra consequência disso foi que em muitas vezes o programa ficou monótono. Tudo muito previsível no que diz a dinâmica das provas. Quase sempre as mesmas, o mesmo passo a passo. Um reality apresentado em tempo real, ou mesmo gravado com uma semana de antecedência, dá oportunidade a emissora de jogar mais com o público e com os candidatos. Twists surpresas para gerar conflitos interessantes, uma melhor edição das situações e por aí vai.

A final do MasterChef Brasil foi o resumo dessas falhas e vitorias. Mesmo na enrolação e terminando pra lá da 01:00 da manhã, o programa foi líder de audiência em alguns momentos e reinou absoluto nas redes sociais. Chegou à marca de mais de 1,600 milhão citações no Twitter. E terminou dando um presente àqueles que foram fieis a temporada toda. O resultado da vitória da Izabel saiu primeiro nessa rede social. Uma forma de agradecimento bem criativa.

Miga, batemos as pragas do Egito!

Porém o programa foi arrastaaaaado. Aquela mistura de gravado e ao vivo para nos confundir. Que feio Dona Band, muito feio. Se o programa teve 3 horas de duração dava muito bem para Izabel e Raul terem preparado seus pratos ali mesmo, no ao vivo, na tensão perante as câmeras e o público presente. Mas não, já estava tudo gravado e a grande maioria já sabendo o resultado.

Raul e Izabel merecedores indiscutíveis de estarem na final. Cada um com suas qualidades e defeitos como já falamos muito por aqui. A grande maioria estava torcendo por Raul muito por causa do personagem apresentado. A sua alegria e espontaneidade em lidar com pressão o levaram ao posto de queridinho do público e, somado à sua criatividade na cozinha, um nome quase certo para ser o vencedor.

Fernando, você não tinha nem que tá aqui, linda!

O agora ex-publicitário apresentou pratos corretos e, tirando a criatividade da sobremesa, a entrada e o prato principal tinham ingredientes,temperos e combinações já conhecidos pela culinária indiana e tailandesa. No final, a sua criatividade, que o acompanhou durante a temporada toda, o deixou na mão.

Já Izabel, que irritava ao público que a consideram a grande falsiane da temporada, teve uma participação interessante durante todo o MasterChef Brasil. O que muitos viam como falso ou drama demais, eu via uma tremenda insegurança. Izabel foi crescendo à medida que foi se sentindo mais solta na disputa. E sua coroação veio com a final.

O meu brilho você quer, Meu perfume você quer, Mas você não leva jeito. Pra ter sucesso, amor, tem que fazer direito

Ela conseguiu apresentar pratos que conversavam entre si, que tinham toda uma história por trás, além de trazerem muitas técnicas e dificuldades no seu preparo. Riscos escolhidos pela própria participante. Tudo isso somado aos sabores devem se levados em conta quando analisamos um prato gastronômico. Raul merece todos os méritos, mas Izabel soube pensar melhor sobre os que jurados queriam ver e provar em uma final.

Se a criatividade abandonou o Raul nos momentos finais, a segurança, aquela que Izabel tanto buscava, foi sua fiel parceira nessa final do MasterChef Brasil. Ou, como falamos na cozinha, a segurança foi a sous chef que ajudou a Fênix a alçar seu voo.

Obrigado a todos que acompanhou o Box nessa cobertura engordativa. Preparem seus corações porque nos encontramos novamente em outubro com a cobertura do MasterChef Brasil Júnior !

Em uma realidade paralela...

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