Masters of Sex 1×05 — Catherine

Fecha os olhos.” — MASTERS, William

Agora começa minha prece para que o restante dos episódios de Masters of Sex sejam da mesma qualidade de Catherine. Não que os anteriores tenham sido ruins, mas este estava brilhante. Tudo primorosamente lapidado. E as atuações? Maravilhosas. A série definitivamente marca presença entre os melhores shows exibidos atualmente.

Catherine começa explorando o lado cômico. É inusitado ver uma série tão desbocada inserir um casal de jovens cristãos tão inocentes. O tom hilário mistura-se com um problema de saúde pública que, mesmo nos dias de hoje, ainda não foi erradicado. A falta de informação, independente do motivo, gera inúmeros problemas, como por exemplo, a falta do acompanhamento da gravidez por um obstetra.

Seria fofo se não fosse trágico o romance de Ethan e Vivian. A série trás um mito bastante conhecido pelos jovens: o primeiro homem de uma mulher será o seu Romeu por muito tempo. Não sou mulher, então não tenho como afirmar isso, mas no caso de Vivian realmente aconteceu. Mas fica a deixa para as mulheres que leem minhas reviews. Isso realmente é verídico?

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O plot de Jane e Austin só serviu mesmo para servir de dados para pesquisa. Não gosto muito do personagem, sinto como se estivesse deslocado do restante do elenco. Ao contrário de Jane que é muito interessante, começando pelos momentos legais que ela tem com Ethan. Sei que não há menor chance de surgir um romance dali, mas é muito bom ver a amizade dos dois.

Suspiro só de pensar na Libby… é inacreditável o quão ela é boa. Começando pela atriz Caitlin Fitzgerald que está fantástica, digna de aplausos. Depois a personagem é tão rica e expressiva. A princípio ela não tem nada demais, mas quando você enxerga o verdadeiro sofrimento por conta do marido, você se dá conta de quão maravilhosa ela é.

Destaque para a cena do hospital onde ela pede a Bill por um explicação a cerca do aborto. Digna de Emmy! Apesar de preparado para este desfecho, achei que iam enrolar um pouco mais com a gravidez. Mas foi absurdamente lindo ver como isso irá afetar no drama da narrativa. Inclusive tivemos o início de uma abertura na personalidade carrancuda do doutor com Virginia.

Virgina continua deslumbrante como sempre. Desculpa colocar impressões tão pessoais, mas ela me lembrou um pouco minha mãe. Tenho certeza que despertou o mesmo em muitos de vocês. Uma mulher tão devota aos filhos, que trabalha de domingo a domingo em prol deles, que abdica de ter um homem por conta disso.

Logo, os filhos não a valorizam devida a sua ausência. E isso desespera Virgina, levando a aceitar ajuda de Ethan. Para ser sincero, eu ainda espero um plot mais sólido para a personagem. Fica “flutuando” na trama dos outros e não tem algo decisivo pra ela mesmo. Se essa piedade em dar um plot só para ela seja por conta do futuro romance com Bill, eu até dou um desconto.

O episódio que comemorou a renovação da série para a segunda temporada, marcou por esbanjar qualidade com um tema tão censurável, e mostrar o rigor técnico que provou não precisar de muitas requintes para fazer série boa.

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