Masters of Sex 1×06 — Brave New World

Aposto que Freud era ruim de cama.” — JOHNSON, Virginia

Definitivamente Masters of Sex atingiu a perfeição. A maestria como os episódios são conduzidos, tendo início, meio e fim tão bem definidos. Os ganchos e as expectativas são colocados nas tramas certas, como se tudo fosse cuidadosamente calculado para que o telespectador tenha prazer em ver a série.

Brave New World começa arremetendo várias indagações: os homens são realmente necessários para as mulheres? Elas conseguem, sem auxílio deles, chegar ao orgasmo? Existem outros pontos, além da vagina e o clitóris, que quando estimulados levam a mulher ao prazer máximo? As respostas para essas perguntas evidenciam mais ainda que a mulher não é o sexo frágil.

Talvez esse papel seja do homem. Tivemos três claros exemplos dessa fragilidade nesse episódio. Começando pelo reitor Scully que conseguiu alcançar o posto de personagem mais triste da série. Esse aspecto nebuloso tem a ver com o teatro que ele parece estar inserido. Vive uma vida perfeita, com uma família exemplar, e um emprego invejado. Mas não consegue ser quem ele realmente é.

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Delicado também é o Dr. Langham, o brocha da temporada. Tendo como pilar para resolver o seu problema a jovem Jane, é ela quem dá o conselho que traça a trama do doutor no episódio. Buscando a ajuda de um psicanalista e apoiando-se no Complexo de Édipo, finalmente Austin nos trás algo efetivo. Desejo ver muito mais desse alvoroço com Margaret, tomara que o novo casal tumultue a vida dos envolvidos.

E por fim, o mais complicado é o nosso protagonista Dr. Masters. A aspereza por trás do personagem é de fato algo necessário para o desenrolar da série, mas no fundo eu espero um pouco mais de expressão. Parecem ter colocado Michael Sheen em sua zona de conforto desde sua participação em Crepúsculo. Ele é um ótimo ator, mas necessita mostrar um pouco mais.

Ao contrário dos homens, as mulheres de Masters of Sex esbanjam atitude. Ao começar por Libby e seus ataques de mulher independente que sempre acabam no fracasso. Jane e suas frases e/ou conselhos que parecem ser o suporte de todos na série. Margaret e sua busca pelo orgasmo. E Dr. DePaul que parece nunca ter visto um pênis na vida.

Mas o show é mesmo de Virginia, meus caros. De todas é ela a responsável por nos fazer amar mais ainda a série. O seu comportamento tão expressivo provoca inveja em todos que a cercam. Até mesmo Bill, rendeu-se ao charme da personagem, promovendo-a assistente de pesquisa, e de brinde ganhou direito de apalpar seios. Tudo pela ciência!!!

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