Masters of Sex 3×05 — Matters of Gravity

Em Masters of Sex a vingança é um prato que se come frio, mas de sabor amargo.

… Einstein, concluiu que a maçã não cai no chão porque a Terra exerce uma força misteriosa sobre ela. Mas a maçã cai porque ela segue as linhas e os sulcos que a gravidade esculpiu no espaço. (…) O amor não é uma força que um corpo exerce sobre o outro. É a própria essência desses corpos. Amor é o que esculpe as linhas e os sulcos. A curvatura do nosso desejo.” — MASTERS, Bill.

Esta semana Masters of Sex nos traz um episódio poderoso, onde diversas formas de amor se fazem presentes. Iniciemos com a poética resolução da situação entre Barton e Margareth. A forma como a série tem abordado a situação entre esse casal é belíssima. Seria fácil partir para o rancor e desentendimento, mas os roteiros optaram em estabelecer uma relação de respeito e amor diante de toda uma vida que os dois construíram juntos.

A análise de Margareth sobre sua própria situação dentro do relacionamento à três, que refletia um conflito interno diante do seu fracassado casamento, traz a descoberta de que aquele não era o amor que ela precisava. Aquilo que ela pensava ser um vazio, foi ressignificado pelo ex-companheiro que tanto a conhece, o qual também ressignifica a si próprio para poder encarar a realidade. O amor está no apoio mútuo onde ambos se amparam.

E finalmente Bill consegue aquilo que acalentou por anos: o retorno triunfal à Universidade que o rejeitou. Tantas vezes ele quis isso, mas a oportunidade veio da forma mais inesperada: a partir de sua excelência no trabalho e pelo amor de um pai por seu filho. Interessante quando Masters admite que a concretização da sua vingança lhe traz a memória de seu pai, ou melhor de sua tentativa em agradá-lo mesmo sendo rejeitado. Porque no fim, ambas as situações não trouxeram satisfação real.

Masters of sex

Igualmente interessante é a repetição do padrão com seu filho mais velho que o rejeita e utiliza-se de sua própria experiência para afastar-se. Em todos os episódios, não recordo de em algum momento, Bill ter demonstrado algum tipo de afeição com Johnny, somente neste quando, claramente, vemos sua preocupação de pai no tom de voz, nos gestos e, principalmente na ação de defendê-lo, a ponto de ameaçar outro garoto. Obviamente, a atitude de Masters foi completamente equivocada, mas se pensarmos em seu padrão mental e histórico, é justificável querer assumir com seu filho, uma ação que seu pai jamais faria.

A questão é que o coração de pedra de Bill Masters está amolecendo. A cena de abertura do episódio é o exemplo claro disso, onde Masters e Johnson não passavam de um casal feliz por, finalmente, poder passar um tempo juntos diante dos imprevistos do cotidiano. Por isso a metáfora da gravidade para definição do amor é tão coerente com o que acontece no triangulo de protagonistas: com Libby, no antigo paradigma, Bill era o corpo maior que exercia força de atração, ou melhor, comando; já com Virginia, o que existe são os sulcos que levam um ao outro.

A ação de Tessa, ao “incriminar” a mãe foi a variável inesperada dessa equação. Se queria prejudicar Virginia, Tessa fez o oposto, permitindo a sua avó não apenas ter conhecimento da relação entre os dois cientistas, mas dando sua bênção. Se Virginia não tinha consciência da natureza desse relacionamento, agora tem, e irá rejeitá-a, provavelmente se jogando nos braços de Dan Logan (outro homem casado… olha o padrão Virginia!). Agora é esperar a tomada de consciência e reação de Masters à gravitação de todos esses corpos.

E para não dizer que não falei de Betty, finalmente sabemos que sim, ela continua com Hellen… E que cena deliciosamente agradável a dela “consertando” a coluna de Bill!

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