Masters of Sex 3×09 — High Anxiety

A tensão está alta para todos os personagens de Masters of Sex

Talvez possa te poupar muita tristeza compartilhar algo que aprendi com o tempo. Algo que você parece ter esquecido. Tentar controlar as pessoas nunca funciona. Você só pode controlar a si mesmo.” — DIMELLO, Betty.

Se a segunda temporada de Masters of Sex foi o momento de empoderamento de Virginia, a terceira vem guiando-se pelo processo de humanização de Bill Masters. Michael Sheen nos entrega um Masters em processo de desconstrução e ressignificação de si mesmo.

Bill está cercado de mulheres fortes, ou em processo de fortalecimento de suas subjetividades. Ele tem plena consciência dos elementos que compõem sua bagunça emocional, o que é bem perceptível para a audiência na caracterização do personagem (e não necessariamente explícito nos diálogos, o que é um mérito do ator).

Que seu casamento com Libby não tinha verdade, já era sabido desde a primeira temporada. Mas Libby era uma sonhadora e essa característica a fazia dependente do arranjo chamado família. Todos os verbos referentes à Libby estão conjugados no passado, pois ficou claro que a partir do diálogo entre ela e Bill, enquanto bebiam (que cena linda!) o insight, após a última fala do marido, de que o esforço era apenas de mão única. Libby ainda é uma sonhadora, mas agora suas vontades a guiarão em direção aos seus próprios sonhos.

Masters of Sex

E ao que parece todos os casamentos da série são retratados assim, como meros acordos sociais, menos o de Betty e Ellen. As verdadeiras relações estão para além das bênçãos e papéis. As amizades também surgem dos pontos mais improváveis, e mais uma vez cito a relação entre Masters e Betty. Apesar das brigas, é evidente o carinho que ela tem pelo médico, sentindo-se mal pela angústia dele.

Sobre esse núcleo, seria legal entender o porquê de Austin sempre precisar estar sem roupa em suas cenas. É como se ele fosse o Marcos Pasquin de Masters of Sex. Ele sempre pareceu um personagem descartável na série, mas esse possível novo núcleo familiar pode render algo interessante, principalmente agora que perdeu a guarda dos filhos e pode querer compensar no filho de Ellen.

Virginia sempre foi uma mulher livre. Nunca se privou de ter relacionamentos que fossem de sua vontade mas, nenhum deles permaneceu, por isso seu envolvimento com Dan Logan não parecia algo que fosse ser aprofundado. O interesse em querer sua presença, seu semblante de tristeza diante da possibilidade de terem de se afastar comprovam que Logan é uma ameaça real a Bill. Até porque, Masters e Johnson não são mais uma parceria nem na área profissional, visto que estão em projetos diferentes, ambos sem a aprovação um do outro.

A cena em que Bill praticamente implora para estar com ela, seguida do orgasmo fingido é de doer o coração de quem acompanha a série desde o comecinho. Foi como se o único sentimento que Virginia possuísse naquele momento, fosse o de piedade. Então Bill, com seu ego ferido, volta-se para aquela que parece ser a única a desfrutar de sua presença. Nora (Emily Kinney na atuação mais limitada da série) , sua sagacidade e encantamento, aparentemente, são o placebo que Bill Masters precisa nesse momento.

Até a próxima gente! E não esqueçam de votar para sabermos a opinião de vocês!

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