Masters of Sex 3×10 — Through a glass, darkly

Em Masters of Sex os personagens são chamados a refletir sobre si mesmos.

A única coisa que eu fiz certa foi amar alguém tão intensamente com o máximo que a minha alma despedaçada é capaz. E se eu desistir disso… Não posso desistir disso ou não terei mais nada. Não serei nada.” — MASTERS, Bill.

Masters of Sex trouxe um episódio sobre o amor e as consequências de seus encontros/desencontros. Enquanto a storyline de Bill e Virgínia não trouxe muitos avanços no relacionamento dos dois, reafirmamos a certeza da relação freudiana entre Bill e seu pai. Se ele considera estar tendo os sonhos após 15 anos, é possível perceber ao longo da série como suas ações sempre refletiram o conselho onírico, e só por isso suas relações se mantiveram até o momento.

Porém Through a glass, darkly foi um episódio dos coadjuvantes. Finalmente Libby conseguiu encontrar aquilo que tanto buscava. A expressão de Caitlin FitzGerald na cena em que sua personagem assistia à peça encenada pelos filhos e planejada por Paul foi de pleno encantamento. A crise dos 40 (como assim 40, com aquela pele?) forçando-a a repensar sua vida e parece que agora ela realmente vai poder ser feliz e ter a família que sempre sonhou.

E Tessa… Quem não tem vontade de puxar aquela menina pela mão e levar para psicoterapia? Seu comportamento autodestrutivo, utilizando o amor imaturo do Matt como forma de vingança, com certeza atinge seu objetivo (quem duvida do sofrimento de Virgínia?), mas, obviamente, a maior prejudicada será ela mesma. Talvez, para mãe e filha, seja a hora de quebrar o muro em uma conversa franca, talvez a primeira durante toda a série.

masters of sex

Barton ainda não está pronto para ver a si mesmo, claramente, mas as pessoas ao seu redor que se aceitam em sua plenitude, enxergam por trás da máscara onde ele se esconde. Se hoje, a batalha ainda é árdua, podemos imaginar como foi há meio século. Tudo isso traz um brilho maior para os personagens que lutam por dignidade e pelo direito de amar, sem distinções. E mais uma vez, Betty nos presenteando com um lindo monólogo.

É complicado para nós, com a mentalidade e informações do 3º milênio, tentar nos colocar nas posições dos personagens acima. Havia um contexto cultural em transformação, sim, mas e todo o alicerce de onde vieram? Isso também pode ser aplicado às questões envolvendo o programa dos substitutos. Afinal, tratar os homens pareceu mais fácil do que as mulheres. Será que ainda hoje o fator emocional faz tanta diferença assim na sexualidade feminina? Vejamos Nora, que parecia bem resolvida com a dela, mas também implora por amor.

E fechando o episódio, duas atuações poderosas. A primeira de Michael Sheen em sua desilusão e tomada de consciência sobre o amor que sente. Seu choro pareceu tão humilde, que podemos esperar uma tentativa sincera de romantismo, e não de manipulação. Parênteses para pontuar sobre sua expressão na cena em que Bill estimula Virgínia e ela parece alheia às reações que desperta nele.

Já Virginia também tem uma tomada de consciência sobre si mesma e a imagem que sua filha tem de si. Sua postura de mulher independente, na verdade a levou à dependência dos homens que ela sustenta emocionalmente e deixando sua própria família de lado. Quem ela escolherá para resolver suas questões pessoais (Se Bill, Logan ou mesmo Tessa) é algo para os próximos episódios.

Ps1: Como assim, Nora? Espionagem científica?

Ps2: E por falar em amor, quem não achou a coisa mais linda Paul e Logan fazendo o papel de pais?

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Fiquem com o promo do próximo episódio:

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