Mob City: a máfia na opinião de Frank Darabont

Essa cidade. Tão bonita. Mas de longe. Porque de perto, é tudo esgoto.” — NASH, Hecky

Desde janeiro de 2012, o livro L.A. Noir era desejo de adaptação por parte de Frank Darabont, que queria contar uma história sobre a máfia numa Los Angeles dos anos 40 e 50. Escalar o elenco foi um tanto simples, juntando nomes de peso, como Jon Bernthal (The Walking Dead), Milo Ventimiglia (Heroes), Robert Knepper (Prison Break) e Alexa Davalos (Reunion), o que garante muito do futuro sucesso da série.

Vamos analisar melhor: uma fotografia belíssima, mostrando uma Los Angeles da época em que os gângsters dominavam a cidade e tinham quem sujasse as mãos de sangue por eles, por um preço bom. Uma trilha sonora maravilhosa, repleta de músicas e trilhas que remetem ao tempo em que bares de jazz eram moda e do gosto popular americano. O roteiro? Ótimo! Bem dinâmico, ágil e versificado, em que o narrador nos situa quanto ao que vemos e há até flashbacks. O que pode estragar tudo isso? Melodrama. E foi isso o que Frank Darabont: a) colocou de propósito; b) nem se tocou.

mob city 101

Creio que temos várias maneiras de se falar uma fala de um roteiro. E conhecemos o trabalho desses atores em outras séries, mesmo em situações totalmente diversas de Mob City: prisões, heróis, drama adolescente, zumbis, perseguições. Em tudo isso há uma certa dose de drama, mas em Mob City, até o tom da voz dos atores parece mudar. A forma como eles entregam uma fala passa toda a ambientação, música, vestimenta, de interessante para exagerado. A palavra certa para a atuação de todos é afetação. Sabe quando dizemos que alguém fala de maneira afetada? Igual.

Um aspecto de distração como esse, numa série tão aguardada, bem produzida e pensada com tanta dedicação, estraga. E, para ajudar, os episódios serão duplos sempre, pelo menos até o episódio 6. Ou seja, são 1h30 de afetação. O roteiro é muito bom, apesar de, no primeiro episódio, ser mais confuso. Mas tudo isso passa já que nos acostumamos com o clima noir e os personagens. Desconsidere um pouco a atuação afetada de grande parte dos atores e terá uma série que tem a faca e o queijo na mão. Para isso devemos agradecer à TNT por realmente investir numa série que tenta, no momento, bater de frente com Broadwalk Empire.

Assistam. Não deixem de assistir por isso. Mas a pergunta que não quer calar é: devemos dar uma segunda chance pra ela semana que vem? Afinal, esse tipo de abordagem para histórias de máfia funciona em filmes. E os episódios têm 1h30 de duração. Você aguenta? Não deixem de comentar, pois a autora deste post está curiosíssima para saber se somente ela achou isso do piloto. E se vocês darão continuidade com Mob City!

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