Nunca é tarde para falar de The Walking Dead

#GONGSHOW tira o dia para falar de The Walking Dead e sobre sua season finale .

Sou muito pragmático com a minha vida. Preciso ver um sentido nas coisas que eu faço, nos caminhos que eu sigo. Preciso olhar para algo e saber exatamente onde estou indo, onde quero chegar. Sou assim na vida. Sou assim com séries.

E, francamente, bora falar de The Walking Dead, que não tem sabido muito bem para onde está indo. Parece uma morta viva andando sem direção e sem muito rumo. É completamente irônico uma série de zumbis caminhar feito um.

Essa sexta temporada, por exemplo, é a retrato de alguém que não sabe o que quer da vida. Parece aquele adolescente que terminou o Ensino Médio com 17 anos, começou fazer faculdade de engenharia, desistiu, fez artes visuais, desistiu e agora quer tentar veterinária.

Foram dezesseis episódios de fazer inveja a qualquer indústria de reciclagem de lixo. Tudo ali foi reaproveitado. E, algumas vezes, reutilizado e subaproveitado. Pareciam aquelas notas fiscais de livrarias que a gente guardar pra poder imprimir alguma coisa no verso ou então pra fazer de rascunho.

Todo o tempo permanecia a eterna sensação de deja vu. Acontecia uma cena e algo parecido de temporadas anteriores vinham à tona. Mas, no fim das contas, quem realmente se importa com isso? O típico público fiel de The Walking Dead está pouco se lixando se estão comendo comida do almoço de domingo na quinta-feira. Qualquer prato servido pela série está bom demais para eles.

Deja vu é um defeito na matrix

Mas para quem exige um mínimo de qualidade, a sexta temporada deixou a desejar. O sentimento de insatisfação atingiu seu ápice na season finale. A começar pela duração do episódio: mais de sessenta minutos.

Aí, você pensa: puxa, sessenta minutos dá pra acontecer tanta coisa relevante. Que nada! Dos sessenta minutos, fique apenas com os dez minutos final e pronto. O restante do episódio foi a mais pura das enrolações, tão típicas de The Walking Dead. E ainda eles encerram de maneira “grandiloquente” só pra ficar aquela impressão de ter visto um bom episódio.

Honestamente, alguém mais aí se importa com a Carol? Uma personagem tão bacana, que até se vestiu de ninja, agora é a mais pura chatice em cada cena que aparece. E a interação dela com o cara lá que não mata ninguém que eu nem faço questão de gravar o nome porque acho insignificante? Pera lá, roteiristas! Primeiro os dois não se suportam e do nada são best friends forever? Onde está a lógica? O bom seria que aquele velho lá tivesse dado um tiro nos dois e acabado de vez com o problema.

E toda aquela logística das estradas? Que coisa mais inverossímil! Se bem que estamos falando de uma série de zumbis. Não podemos exigir verdades demais. Mas tudo foi tão “mágico” que incomodou a cada estrada bloqueada que o trailer chegava.

E até quando vão continuar insistindo no velho e batido cliffhanger de quem morreu no último segundo da temporada? CHEGA, JÁ DEU. E povo ta aí analisando áudio de episódio e os atores tão falando que foi a coisa mais louca que já gravaram. PURFA, NÉ? Não percam tempo com isso, gente.

Ainda bem que pra salvar tivemos o delícia Jeffrey Dean Morgan. Foi a única coisa que prestou no episódio foi vê-lo naquela roupinha super justa, tocando o terror na galera. Por mim, dava tacada em todo mundo e dava um reboot na série.

Alguém tá a fim de um bom cacetete aí?

Mas, enquanto isso não acontece, vamos nos divertir com as teorias levantadas pelos fãs. Porque, se tem uma coisa que fã de The Walking Dead ama, é uma boa teoria!

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