O Fim de Prison Break: As Principais Respostas

Prison Break, sucesso da Fox em vários países, chegou ao final nesta sexta-feira. O destino de Michael foi traçado em definitivo. Até o desfecho, vimos mais e mais rostinhos conhecidos retornarem à série, além de justiças e injustiças serem cometidas (muito mais injustiças), além de um salto de quatro anos no tempo. Muitos fatos foram revelados. E você? Teve todas as suas respostas?

Foi durante o início que os produtores definiram fatos importantes — e fatais — além de reviravoltas fenomenais. Se você ainda não viu os episódios duplos, nem continue a ler para não dizewr que estraguei a graça. Abaixo temos o produtor executive da série, Matt Olmstead, respondendo algumas das mais pertinentes e quentes perguntas sobre a série. Entrevista do TV Guide.

TVGuide.com: Em que ponto da quarta temporada você decidiu que o Michael deveria morrer no final?
Matt Olmstead:
No início da tempora nós conversamos sobre isso. Eu assistia NYPD Blue e durante a sexta temporada tivemos a última história com Jimmy Smits — e aquela foi uma das melhores séries de TV de todos os tempos. Eles acreditavam que quando um personagem vai além do limite, se você dá uma final simples, seguro e sem ação para ele, a audiência não gosta. Eles nunsa descansariam em paz. Portanto inventaram que o personagem tinha um problema [de saúde]. David [Milch, o criador de NYPD Blue] fez isso brilhantemente [sendo que o personagem de Smits morreu de complicações cardíacas], e eu sempre me lembro daquilo. Então, quando nos encontramos com os roteiristas da série, após a greve de roteiristas, nos perguntamos: Michael vai sobreviver? De qualquer maneira, vamos dar a ele um sangramento nasal no primeiro episódio. Dessa maneira a gente pode meio que sugerir algo, além de nos dar algumas oportunidades de cena — se quisermos mesmo seguir este caminho.

TVGuide.com: O que Wentworth Miller pensou sobre o assunto?
Olmstead:
Ele parecia gostar. Ele já havia ouvido sobre as possibilidades, mas quando o roteiro chegou em suas mãos, ele enviou um e-mail elogiando a história. A idéia de Michael não sobreviver na verdade já havia sido congitada na segunda temporada, em uma conversa que tivemos. Ele disse que naquele ponto as mãos de Michael já estava tão sujas quanto a de qualquer outro, e isso fomos percebendo ao longo do caminho, esse montante de culpa. “Eu fiz meu irmão fugir da cadeia, o que acabou resultando no assassinato de outras pessoas” — nem o ator e muito menos o personagem ignoravam este aspecto. Portanto, a idéia de um final onde ele não sobrevive foi mesmo um final correto, pelo menos para o ator. Quanto a Michael, o importante era prosseguir com Sara a seu lado.

TVGuide.com: Mas a emissora não gostou muito da idéia, certo?
Olmstead:
Acabou vazando a possibilidade disso acontecer. Metade das pessoas queria ver Sara e Michael Juntos, outra metade viu algum mérito em Michael não tê-la. Depois que viram o roteiro, eles perceberam que aquela era a decisão correta a se tomar.

TVGuide.com: Há que se destacar o fato de que Michael está vivo em Prison Break: The Final Break (um filme de duas horas que será lançado em DVD no dia 21 de Julho, nos Estados Unidos).
Olmstead:
Sim. The Final Break se passa pouco depois da exoneração de todos, portanto podemos ver Michael vivo.

TVGuide.com: Foi legal a idéia de mostrar Michael Jr. fazendo uma tatuagem falsa.
Olmstead:
Sim, foi mesmo. O roteirista e co-produtor executivo Nick Santora que deu a idéia.

TVGuide.com: Vamos falar sobre os retornos. Paul Adelstein (agora em Private Practice) sabia que seria convidado a voltar?Eu sempre disse a ele que um dia Kellerman teria que voltar.
Olmstead:
Eu fui atrás dele algumas vezes e sempre dizia: “Um dia você vai receber um telefonema.” Ele sempre se mostrou entusiasmado sobre o assunto. Não sabíamos, obviamente, qual seria o enredo, mas sabíamos que isso seria deixado para o final.

TVGuide.com: Rockmund Dunbar [que interpreta C-Note], eu presumo, deve ter se mostrado ainda mais surpreso.
Olmstead:
Também acho. Sabíamos que este seria o fim, e os roteiristas queriam trazer alguém de volta. Quem causaria mais impacto no público? Não queríamos apenas trazer o cara de volta para uma participação. Queríamos ele metido em alguma reviravolta.

TVGuide.com: Você considerou trazer a Presidente Caroline Reynolds, interpretada por Patricia Wettig?
Olmstead:
Não, não…. Essa personagem já não tinha mais propósito.

TVGuide.com: Robert Knepper disse ao TV Guide e a rede Hollywood 411 que o destino que você escolheu para T-Bag foi o melhor de todos.
Olmstead:
Eu acho que foi bem poético. Para a gente, foi a combinação correta de finais felizes, surpresas e tragédias. Algumas pessoas diziam que não dava mais para continuar ferrando a vida do T-Bag, mas que também não dava para simplesmente matar o personagem, afinal muitos dos que viam o programa o adoravam. Portando, colocamos ele onde ele começou, praticamente.

TVGuide.com: Também houve um interessante desenvolvimento romantico com Mahone.
Olmstead:
Essa foi uma das surpresas. Ele enviando um cartão de feliz aniversário para a ex-esposa, sendo que agora ele estava com sua ex colega de FBI, Felicia Lang. Teremos mais informações sobre isso em The Final Break.

TVGuide.com: Da última vez que nos falamos, você disse que a remoção da tatuagem de Michael foi uma das coisas que menos se orgulhava no programa. Olhando agora para tudo o que foi feito, qual é o seu maior orgulho?
Olmstead:
A coisa de que mais me orgulho é que a equipe de roteiristas fpois praticamente a mesma durante estes quatro anos. Havia pessoas que estava ali desde o começo e seguiram até o final, como Zack Estrin, Nick Santora, Karyn Usher. E ainda tivemos outros roteiristas que ficaram como assistentes, mas acabaram sendo promovidos, como Seth Hoffman, Kalinda Vazquez, Christian Trokey… Foi um grupo muito unido e tudo foi feito corretamente. Toda decisão foi tomada enquanto grupo, todo roteiro foi montando enquanto grupo, todo corte foi feito enquanto grupo… Todos estavam envolvidos, as oito pessoas. No começo da temporada estávamos perdidos entre a rede e o estúdio — tivemos o pós greve e nele nos perguntamos o que iríamos fazer. E todos se uniram e resolvemos o problema juntos.

TVGuide.com: Se atingirem um determinado número de audiência, há a possibilidade da Fox exibir The Final Break em sua programação?
Olmstead:
Não sei mesmo. Não sei nem se alguém chegou a ver o resultado. Estão todos ocupados com a nova programação. Mas espero que gostem.

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