O genial Sherlock Holmes

É elementar, meu caro leitor, que cedo ou tarde, dedicaríamos uma semana da nossa coluna cult-in-your-life ao investigador mais famoso do mundo: Sherlock Holmes. E esse dia chegou!

Sherlock Holmes, além de ter se tornado um clássico, foi também o divisor de águas do gênero romance policial, o qual era considerado como de “segunda classe” no meio literário da época, mas que passou a ser muito respeitado após o surgimento do peculiar investigador. Nada como um sucesso para tirar o preconceito das pessoas, não?

Desde que Sir Arthur Conan Doyle, lá pelas bandas do século XIX, criou o personagem mais genial que já existiu na literatura inglesa, quiçá mundial, as adaptações que Sherlock Holmes ganhou foram muitas. E quando eu digo muitas, eu me refiro a mais de 200 filmes espalhados pelo mundo, séries, minisséries, livros extras e até especiais em emissoras tupiniquins.

Então meu caro, se liga nos próximos parágrafos, pois vamos fazer uma breve viagem no tempo, desde a criação de Holmes até suas versões mais modernas. Let’s go folks

Como tudo começou…

Quando Arthur Conan Doyle ainda era um mero estudante na faculdade de medicina, existia um tal cirurgião Dr Joseph Bell, que era inegavelmente um mestre na arte de dedução. Ele não somente conseguia deduzir diagnósticos ou coisas relacionadas aos meios clínicos, como também era incrivelmente capaz de simplesmente olhar para alguém e destrinchar toda sua personalidade.

Dr Joseph Bell tinha um porte físico marcante. Seu corpo era magro, esgueirado, possuia um rosto fino, nariz aquilino e, além de um olhar penetrante, sua voz não era nada agradável. Dr Bell também era professor de Arthur Conan Doyle e, nesse momento, eu posso deduzir que você leitor já percebeu de onde surgiu a inspiração para a criação do investigador Sherlock Holmes, certo?

Depois de ter seu primeiro livro lançado em 1887, A Study in Scarlet (Um estudo em vermelho), Doyle revelou que se baseou nas características singulares de seu professor. Mas segundo o próprio Bell, a arrogância de Sherlock Holmes nunca fez parte de seu jeito de ser.

O primeiro, o melhor

É aquela questão de que a primeira vez a gente nunca esquece, seja por ter sido muito ruim ou muito bom. Mas, no caso da obra de inauguração de Sir Arthur Conan Doyle, a experiência foi excelente.

A Study in Scarlet (Um estudo em vermelho), publicado em 1887, foi o livro que apresentou Sherlock Holmes e a maioria de suas peripécias ao público e talvez seja por isso a aventura mais legal do investigador ao meu ver. A história começa com a chegada de Dr Watson a Londres a procura de um local para morar, de preferência, com alguém para dividir o aluguel.

Por meio de um amigo em comum, Dr Watson é levado ao endereço 221B na Baker Street e apresentado ao morador do apartamento: Sherlock Holmes. A partir daí, Watson já se debate com a personalidade genial (e um tanto arrogante) de seu roomie e logo passa pela experiência única de ser avaliado por ele.

Watson é um médico que acaba de retornar de uma guerra e trouxe consigo um ferimento que o obrigava a usar sua famosa bengala. Ele também é o narrador da primeira história de Holmes e descreve como ninguém o personagem centro dos livros, suas manias, seus vícios (como o da cocaína), seus métodos bizarros, sua arrogância, sua inteligência, enfim, Doyle fez com que Dr Watson mostrasse aos leitores como era estar na presença de Sherlock Holmes.

Fora das páginas

Após A Study in Scarlet, Sir Arthur Conan Doyle deu continuidade na história do investigador e seu braço direito em vários livros e aventuras memoráveis por anos. E, como é de praxe, o fenômeno foi tanto que as emissoras não iriam perder a oportunidade de levar Sherlock Holmes à telinha, ou mesmo à telona.

Para se ter uma noção, foram um pouco mais de 200 adaptações (via Wikipédia), incluindo até uma versão brasileira estrelada pelo Jô Soares em O Xangô de Baker Street, que antes de ir para o cinema, também foi romance.

Nesse ano, Sherlock Holmes ganhou duas novas histórias: uma para o cinema, mostrando a dupla principal bem diferente dos originais, com Robert Downey Jr no papel do investigador e Jude Law incorporando o Dr Watson.

E claro, a incrível minissérie de três episódios da BBC, com dedinho do criativo Steven Moffat (Doctor Who), Sherlock. Adaptação que mostrava um mesclado de alguns dos principais livros de Sir Arthur Conan Doyle, apresentando um Holmes bem mais parecido com o seu original. Sherlock da BBC é uma ótima pedida para os novatos que ainda não puderam presenciar a genialidade de Holmes.

Os Sherlocks das séries de TV

O jeito sherlockiano de ser é realmente de causar inveja. Já imaginou possuir, hoje em dia, um poder de dedução incrível ou mesmo o dom para a investigação? Acho que foi pensando desse jeito que os produtores das séries House e Monk criaram seus personagens.

Tanto o ácido Dr House quanto o impagável detetive Adrian Monk possuem características que lembram bastante o próprio Sherlock Holmes. Os dois são experts quando o assunto é tentar resolver algum mistério, possuem vícios/manias de difícil tratamento, tem um parceiro no trabalho e são antissociais — situação geralmente causada por algum trauma do passado.

Enfim, esses dois personagens incorporaram muito bem o jeito sherlockiano de ser e também se tornaram únicos na história da televisão.

É Incrível o poder da personalidade de alguém que foi criado há décadas, mas que ressurge e ainda é sensacional.

Espero que vocês tenham chegado até esse último parágrafo, cults, porque fica até difícil falar de Sherlock e ser breve. E se gostaram (ou não) deixem seus comentários para eu ganhar meu salário inteiro aqui no Box (#aloka)… E até semana que vem!

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