O Maior Crossover de todos os tempos

É possível ser épico

As séries da DC estão indo bem, obrigado. O canal The CW tem muita responsabilidade nisso. Começou até que despretensiosamente com Arrow. Queria seguir o legado que O Cavaleiro das Trevas deixou, embora óbvio, em proporções infinitamente menores. Mostrar heróis de formas mais realísticas, questionar a maneira com a qual os heróis lidam com o crime… essas coisas.

Tudo ia dando certo, já tínhamos um “arrowverse” estruturado, então, e se… Veio o Flash, numa vibe completamente diferente — a série é em cores! — coexistindo com aquele universo estabelecido do Arqueiro Verde, diversos heróis e vilões com muitíssimo menos apelo foram aparecendo, ganhando espaço e a coisa foi ficando esquisita: tinha gente demais para administrar.

Vieram então as Lendas, no mesmo ano em que a Supergirl se revelava ao mundo, em outro mundo, em outro canal. Mas tudo bem, o Flash não é tão pé no chão, suas histórias envolvem uma complexidade bem maior, envolve o multiverso, viagens no tempo e PLAU!

Crossover entre Flash e Supergirl. Um episódio divertidíssimo na série da Garota de Aço, cheio de referências. Teve até uma corrida entre eles. A expectativa por mais cresceu. O mundo quis mais.

Antes de acabar a temporada anterior, já estavam anunciando que a Supergirl poderia mudar de canal e que IRIA acontecer um mega cross over com as quatro séries. Parecia que os cinco minutos do freeza seriam mais rápidos do que a data em que o encontro aconteceria. Até que chegou a data e, apesar dos defeitos, foi épico(zinho).

Isso resume a participação do episódio no crossover

Começou com um episódio meio pombo da Supergirl. Completamente alheio ao Arrowverse, Kara teve seus próprios problemas para lidar. Para não dizer que o episódio não fez parte do crossover, por duas vezes apareceu do nada um portal. Até a última cena, com seus 48 segundos de duração. Tão rápido que até foi reprisada no episódio seguinte, do Flash.

Em The Flash recebemos a melhor parte desse especial. É onde toda a trama é revelada, os aliens, a ARGUS, o pedido de ajuda do Barry para os outros e tudo mais. Incluindo a cena final da Supergirl, de novo!

Mas aqui tiveram as apresentações dessa carismática heroína, reconhecendo todos pelo nome verdadeiro, revelando as identidades secretas e gerando uma engraça saia justa.

Aliás, saias justas são o que tem de melhor nesse cross over, principalmente entre a Supergirl e o Mick. O jeitão dele, de quem finge não estar nem aí e o constrangimento dela com tudo casou muito bem. Enfim… o Enredo!

Os dominadores estão há décadas vindo na terra para coletar informações, fazer umas abduções, essas coisas corriqueiras que os aliens fazem. O exército não tem o que fazer, então Barry convoca as Lendas, o #TeamArrow e a Supergirl!

Momento mais emocionante do DC Universe na TV!

O arqueiro inventa que eles precisam treinar lutando contra a Supergirl, depois vão lutar contra os Dominadores, e aí a coisa fica meio bizarra. Com uma pedra, os aliens dominam a mente de quase todos, que começam a atacar o Flash e o Arqueiro Verde. Barry brinca de pega-pega e faz a Supergirl destruir a pedra. Tudo bem bobinho nesse momento, até todos serem abduzidos.

Aí começa a parte de Arrow. Quase desconexo com o cross over, o episódio se torna um enorme clichê, mostrando os momentos de abdução da equipe. Na nave alienígena, eles tiveram um sonho coletivo de como estaria a vida deles se nada daquilo tivesse acontecido. O barco da família Queen nunca naufragou, Oliver nunca aprender a usar arco e flecha, Sarah ainda é uma patricinha, assim como Thea e, veja só, Digg é o arqueiro.

Todos precisaram entender o que estava acontecendo, para se unirem e procurar uma saída dalí e poder seguir em frente. #LostFeelings

Quase conseguindo fugir, são salvos pelas Lendas restantes, que ficaram na nave. E esse é o gancho para a última parte.

Porque não usar como heróis os personagens mais improváveis? Felicity e Cisco tem seus momentos de brilho sendo os que iniciam todo o confronto. Tendo uma máquina do tempo, os heróis inventam de voltar para a última vez em que os aliens chegaram na Terra, assim poderiam sequestrar e interrogar um deles. Tudo dá errado e a dupla nerd precisa salvar as Lendas que foram presas por agentes do governo.

Com pena do alien, que estava sofrendo com os testes que os agentes estavam fazendo, Cisco solta aquele, que seria exatamente o líder da invasão. Parece que o jogo virou, não é mesmo? Isso deve resolver os problemas entre Cisco e Barry.

Isso! Formem a LIGA DA JUSTIÇA!

Ao mesmo tempo, quase todos os heróis se reuniram para lutar contra os dominadores. Isso foi épico. Isso foi um vislumbre da Liga da Justiça sendo formada.

Flash, Arqueiro Verde, Supergirl, Átomo e Nuclear já seriam uma excelente forma de começar. E se Kara tivesse levado o Superman, então? E o Caçador de Marte? Até mesmo se trouxessem de volta Mulher Gavião e Gavião Negro!

Momento Inception

Fazendo um balanço do cross over, pode-se dizer que o fan service foi muito bem feito. Juntaram todo mundo, fizeram piadinhas e mostraram a SALA DA JUSTIÇA. Os episódios conversaram muito bem entre si. A audiência foi alta nas quatro partes e o principal: deu esperanças de um dia ver uma Liga da Justiça aparecendo completamente formada na televisão.

Mas talvez não tivesse sido necessário usar quatro episódios para fazer tudo. Na verdade três, porque Supergirl acabou nem fazendo parte e Arrow fez pouca ou nenhuma diferença no enredo, apenas apresentando uma linha do tempo alternativa.

Além disso, foi esquisito ver a equipe lutando contra aliens e Kara nem ter sugerido a presença do Caçador de Marte. Uma crise “universal”, onde cada meta-humano teria sido útil, Kid Flash teve uma participação minúscula. Thea e os amiguinhos do Arqueiro apenas fizeram figuração e duas das lendas deixaram para aparecer só em seu próprio episódio.

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