O pop etéreo de Lea Michele em ‘Places’

Mais honesto e profundo que o antecessor, o novo álbum da ex-Glee encanta com poderosas baladas e letras dignas de uma diva.

Após três anos do relativamente fracassado Louder, Lea Michele está de volta à música. Para quem é fã da eterna Rachel Berry, este é um retorno muito que bem-vindo. Isso porque Places denota a essência de quem Michele é musicalmente.

As onze canções do CD mostram grande esforço de Lea em alcançar grandes notas vocais, enquanto canaliza sua força natural — a alegria na dor, a doçura das lembranças, a esperança e a paixão, tudo em letras suaves e com alcances próximos do épico. Para quem não se cansa de ouvir divas da música como Celine Dion, Places pode ser sua nova adoração.

No entanto, diferente de do seu antecessor, Places é um amontoado de sentimentos muito parecidos, sem muito brilho e sem muita substância. São melodias e letras que entram pelos ouvidos, chegam ao coração, mas não ficam na memória — o que não faz jus a Michele e seu vocal singular.

Fica claro que Lea Michele não quer ser a nova diva pop — não são músicas que você irá ouvir em festas ou fazer coreografias — , mas sim deixar sua alma transparecer com suas canções. Ela entrega um misto de baladas poderosas com melodias da Broadway, e vice versa. Ela se coloca em outro lugar no pop — ocupado por estrelas como Idina Menzel, Kristin Chenoweth, Megan Hilty e Katherine McPhee — , um espectro mais etéreo, cheio de nuances e alcances diversos.

Algumas músicas de Places irão canalizar o fã interior de Glee que existe em cada um, e desejar que a série ainda estivesse no ar para ouvir Rachel cantá-las na TV, que deixam uma mensagem positiva para quem ouve. É o caso de Proud, canção que Lea dedicou aos pais e todo apoio que recebeu durante sua caminhada até a a fama. O álbum também contém canções profundas como Run to You, que parte numa escala ascendente mostra todos os alcances da voz de Lea.

Como não podia faltar, Hey You encerra o álbum com uma homenagem intimista a Cory Monteith. Assim como If You Say So, de Louder, compartilha com os fãs um pouco do sentimento de Lea pela namorado falecido em 2013, quando eles ainda gravavam a série musical de Ryan Murphy.

Ainda assim, Places é o melhor trabalho solo que Lea Michele lançou até aqui. Honesto, poderoso e simples, a coloca em uma atmosfera diferente nos admirar ainda mais o seu talento, e desejar ainda mais que sua voz esteja presente, seja na TV, no cinema ou mesmo na música.

Destaques:

  • Tornado é a mais poderosa canção do álbum. Os primeiros segundo a capella têm um eco incrível e destaca a qualidade vocal de Lea;
  • Anything’s Possible e Believer ouvidas de olhos fechados te levarão às melhores performances de Michele como Rachel Berry (Algo como Firework e Get it Right);
  • Deixo aqui a esperança de Lea lançar um featuring com alguns dos amigos de Glee, já que a versão de Getaway Car com Darren Criss ficou MA-RA-VI-LHO-SA!

O álbum físico ainda não está à venda no Brasil, mas já está disponível no iTunes e no Spotify (ouça abaixo).

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